Numa cerimónia de celebração dos 80 anos das Nações Unidas, Guterres lamentou um “padrão bastante familiar” observado no seio da organização, em que a Carta da ONU é seguida ou ignorada conforme a conveniência de cada caso.
“Sejamos claros: hoje, vemos ataques aos propósitos e princípios da Carta da ONU como nunca antes”, afirmou.
“A Carta das Nações Unidas não é facultativa. Não é um menu ‘à la carte’. É a base das relações internacionais. Não podemos nem devemos normalizar as violações dos seus princípios mais básicos”, frisou Guterres, sem mencionar nenhum membro em particular.
Refletindo sobre a história da fundação da ONU, o secretário-geral recordou que a organização surgiu “das cinzas da guerra” e estabeleceu-se como “uma semente de esperança”, sob a visão e promessa de que a paz é possível quando a humanidade se une.
Desde o primeiro dia, disse Guterres, as Nações Unidas têm sido uma força de construção num mundo frequentemente marcado pela destruição e um ponto de encontro onde rivais se podem unir para resolver problemas globais.
“Podemos traçar uma linha direta entre a criação das Nações Unidas e a prevenção de uma terceira guerra mundial”, sublinhou o ex-primeiro-ministro português perante a Assembleia-Geral da ONU.
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