“Coerência”. Se fosse líder do PSD, Marques Mendes não apoiaria Isaltino

O candidato presidencial Luís Marques Mendes disse, esta sexta-feira, que se fosse líder do Partido Social Democrata (PSD) não apoiaria Isaltino Morais nas Autárquicas, que se realizam a 12 de outubro.

 

Em declarações à SIC Notícias, Marques Mendes afirmou que se manteria “coerente” e que a posição que teve há 20 anos, quando ocupava o cargo de líder dos sociais-democratas, se manteria nos dias de hoje.

“Se fosse eu a tomar a decisão, tomaria a mesma decisão que tomei há 20 anos. Ou seja, uma decisão diferente daquela que foi tomada”, afirmou.

“Mas como não sou eu a tomar uma decisão, limito-me a registar e a marcar a minha diferença de opinião. É um exercício de coerência e é um exercício de independência, reforçou depois.

Recorde-se que o PSD anunciou, na terça-feira, que iria apoiar a candidatura independente de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras.

PSD apoia Maria das Dores Meira em Setúbal e Isaltino Morais em Oeiras

PSD apoia Maria das Dores Meira em Setúbal e Isaltino Morais em Oeiras

O PSD anunciou hoje que vai apoiar as candidaturas independentes de Isaltino Morais em Oeiras e da antiga autarca da CDU Maria das Dores Meira em Setúbal, tendo também confirmado a recandidatura de Luís Filipe Menezes em Gaia.

Lusa | 15:42 – 15/07/2025

No dia seguinte, quarta-feira, Isaltino Morais reafirmou a independência do seu projeto, mas assumiu que “todo o apoio é bem-vindo” e que o do PSD reconhece as “políticas sociais-democratas” do município.

“A minha candidatura é independente e é com base nela que queremos manter a confiança dos oeirenses, mas naturalmente que todo o apoio à bem-vindo e este apoio do PSD significa que o partido se revê nas políticas sociais-democratas que têm sido desenvolvidas por este movimento independente ao longo dos últimos anos”, afirmou Isaltino Morais, numa declaração escrita à agência Lusa.

Isaltino Morais, que foi também ministro das Cidades, ordenamento do Território e Ambiente, foi eleito presidente da Câmara de Oeiras pela primeira vez em 1985, nas listas do PSD, renovando o mandato nas eleições de 1989, 1993, 1997 e 2001.

Em 2005 (quando era arguido num processo judicial) e 2009 voltou a vencer a Câmara de Oeiras, já como independente, mas interrompeu o mandato em 2013 para cumprir pena, depois de ter sido condenado a dois anos de prisão por fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Em 2017 – meses após ter confirmado que foi convidado pelo PSD para integrar as listas do partido, o que recusou – recandidatou-se novamente ao município como independente e voltou a ganhar, tal como nas eleições de 2021.

Devido à lei da limitação de mandatos, as autárquicas deste ano serão as últimas a que poderá concorrer no município.

Isaltino Morais esteve no Governo PSD/CDS-PP entre 2002 e 2003, quando deixou o executivo por considerar não ter condições para exercer cargos políticos, na sequência da investigação de que estava a ser alvo por contas bancárias não declaradas na Suíça.

Em 2005, pediu a desfiliação do PSD.

Isaltino Morais governa com maioria absoluta – o atual executivo de Oeiras tem oito elementos do movimento IN-OV, além de uma vereadora do PS com pelouros atribuídos, uma vereadora do PSD também com pelouros e uma vereadora independente indicada pelo BE numa coligação.

Leia Também: Isaltino Morais diz que PSD se revê nas suas “políticas sociais-democratas”

Fonte: www.noticiasaominuto.com

Scroll to Top