Os humoristas que ficaram retidos em Moçambique aterram em Portugal, ao final da tarde desta segunda-feira. Gilmário Vemba afirmou que, no aeroporto, o “tratamento foi desumano”.
“O tratamento foi desumano. O aeroporto de Moçambique não tem condições para albergar pessoas. Sendo que nós angolanos e portugueses temos isenção de visto, o espetáculo já tinha sido cancelado, não havia risco nenhum de fuga. Tínhamos a passagem para o dia seguinte, tínhamos tudo”, referiu Gilmário Vemba aos jornalistas no aeroporto.
Já questionados se voltarão para fazer o espetáculo, os três comediantes disseram: “Se houver garantias que nada disto acontece outra vez”.
“Nós andamos um bocadinho por todo o mundo e preparamo-nos para todos os países que fomos, por forma a garantir que nada de errado acontece. Somos três pessoas, é uma logística muito grande e não aconteceu em nenhum país. Nem aqui na Europa, nem em Angola, nem em São Tomé”, realçou Gilmário.
Hugo Sousa notou ainda, a propósito das notícias acerca de não terem vistos de trabalho, que não podem andar a fazer uma ’tour’ “desta dimensão e andar a brincar”. “Eram 1300 ou 1500 pessoas e que ficaram à espera. Soubemos que iam lá políticos”.
Já sobre a recusa de entrada ter que ver com motivações políticas, Gilmário Vemba sublinhou que “é uma pergunta que tem de ser feita ao governo de Moçambique”.
[Notícia em atualização]