O exército israelita divulgou esta manhã de terça-feira a identidade dos reféns mortos devolvidos ontem pelo Hamas.
Em comunicado partilhado nas suas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel revelam que as vítimas mortais são Guy Iluz, um israelita de 26 anos e Bipin Joshi, um estudante nepalês de 22 anos. A identidade das duas outras vítimas não foram partilhadas a pedido das suas famílias.
Estes quatro reféns morreram durante o cativeiro. Recorde-se que, inicialmente, estavam previstos ser entregues 28 reféns mortos, contudo, o Hamas alega não ter a certeza de onde estarão os restantes.
🟡 IDF representatives informed the families of Guy Iluz, Bipin Joshi, and two additional deceased hostages, whose names have not yet been cleared for publication by their families, that their loved ones have been brought back for burial.
According to the information and… pic.twitter.com/sL7HpkiN5l
— Israel Defense Forces (@IDF) October 14, 2025
A situação levou o ministro da Defesa de Israel a fazer uma publicação no X, onde acusava o Hamas de estar (já) a violar o acordo se atrasasse a entrega dos corpos.
“O anúncio do Hamas sobre o retorno esperado de quatro corpos hoje constitui um incumprimento dos seus compromissos”, afirmou, dizendo que “qualquer atraso ou evasão deliberada será considerado uma violação flagrante do acordo e será tratado como tal”.
A troca de reféns por prisioneiros
Durante a manhã de segunda-feira, Israel devolveu 1.968 prisioneiros palestinianos à Faixa de Gaza. O grupo de quase dois mil prisioneiros chegou a Ramallah, na Cisjordânia, em diversos autocarros, que, ao chegarem, foram recebidos por uma multidão de centenas em êxtase, onde sorrisos e lágrimas marcaram o momento.
Ao outro lado da fronteira, regressaram 20 reféns do Hamas (os últimos vivos em cativeiro) às mãos israelitas. O cenário a que chegaram não foi muito diferente do que acontecia em Ramallah, com famílias a reunirem-se com abraços apertados após dois anos de separação.

Troca de reféns e cimeira no Egito: Os avanços no cessar-fogo em Gaza
O presidente norte-americano, que possibilitou o cessar-fogo entre Israel e o Hamas, considerou que “é o fim da era do terror e da morte e do início da era da fé e da esperança e de Deus”. As negociações para a segunda fase já terão também começado.
Carolina Pereira Soares | 23:54 – 13/10/2025
2.ª fase do acordo já em negociação
Entretanto, as negociações para a segunda fase do acordo já começaram
“Começou. Quer dizer, começou, no que diz respeito à fase dois. E, como sabem, as fases estão de certa forma interligadas”, afirmou Donald Trump, em visita ao Egito.
Na primeira fase, foi acordado o cessar-fogo, a retirada gradual das forças israelitas, a entrada em massa de ajuda humanitária no enclave palestiniano e a troca de reféns por prisioneiros.
A segunda fase vai incidir na reconstrução do enclave, bem como o desarmamento do Hamas e a governação da Faixa de Gaza. O grupo palestiniano já disse não ter interesse em permanecer no governo do enclave, mas há relatos díspares quanto à sua disponibilidade para entregar as armas.
Já a reconstrução do enclave vai estar em debate numa cimeira, em breve, também no Egito, conforme foi anunciado pelo presidente egípcio durante o encontro.
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