O antigo secretário-geral do Partido Socialista (PS) António José Seguro e candidato a Belém disse estar “muito grato que um partido fundador da democracia tenha expressado o apoio à minha candidatura”.
Em entrevista à SIC esta segunda-feira, o socialista revelou que ligou de imediato a José Luís Carneiro, atual líder o PS, “a manifestar esse agradecimento”.
“Em 50 anos, [o PS] deu o apoio a quatro candidatos: Mário soares, Jorge Sampaio, Manuel Alegre, e agora a mim”, acrescentou.
Contudo, fez também questão de frisar que a sua candidatura é “suprapartidária” e que se “dirige aos portugueses”, realçando que o apoio do PS, se soma a muitos outros.
Aliás, “eu podia ficar sentadinho no meu sofá, gozar da praia”, disse, “mas eu senti um apelo, uma convicção, e julgo que posso dar esse contributo ao país”.
“Eu sinto-me uma pessoa abençoada”, confessou. “Eu nasci há 63 anos numa vila do interior de Portugal e hoje estou aqui como candidato a Presidente da República – o mais alto cargo do pais que eu amo e do qual eu não me resigno e não entrego os pontos, como se costuma dizer”, afirmou, convicto de que, se eleito, conseguirá “construir um país justo e um país de excelência”.
Para isso, compromete-se a ser um chefe de Estado agregador, que promova “uma cultura de consenso” e acabe “com esta cultura de trinceiras”, afastando-se da possibilidade de ser um “primeiro-ministro sombra em Belém”.
“Eu quero ser um Presidente da República para unir os portugueses e servir Portugal”, afirmou.
António José Seguro confessou que se revê em muitos outros Presidentes da República, nomeadamente de esquerda, realçando “a firmeza de Ramalho Eaness”, a “visão de Mário Soares” e o “humanismo de Jorge Sampaio”. No entanto, defendeu que, “se tiver a confiança dos portugueses”, não se irá basear nos que o antecederam, até porque “são tempos diferentes”.
[Notícia em atualização]
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