O Benfica complicou, ao início da noite desta terça-feira, de sobremaneira as contas do apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões, fruto da derrota sofrida na visita ao Newcastle, por categóricos 0-3, que se juntou aos ‘trambolhões’ registados perante Qarabag (por 2-3, no Estádio da Luz) e Chelsea (por 1-0, em Stamford Bridge).
Anthony Gordon marcou o golo que abriu o caminho ao triunfo dos magpies, em St. James’ Park, aos 32 minutos, e Harvey Barnes deu a ‘machadada final’, aos 71. Ao fim de três jornadas, os encarnados não somam qualquer ponto conquistado, na prova milionário, pelo que apenas um ‘milagre’ os salvará da eliminação.
Lukébakio merecia mais
José Mourinho surpreendeu, em Inglaterra, nomeadamente, ao colocar Tomás Araújo no lado esquerdo da defesa, em detrimento de Samuel Dahl, e ao adiantar Georgiy Sudakov para uma posição mais próxima de Vangelis Pavlidis, na tentativa de ‘baralhar’ a abordagem do Newcastle ao jogo.
Ainda assim, a verdade é que foram os ingleses quem melhor entrou. Logo a abrir, valeu António Silva, a intercetar um passe ‘venenoso’ de Jacob Murphy para Jacob Ramsey. Na sequência, Dan Burn, cabeceou para as mãos de Anatoliy Trubin, que, aos 9 minutos, voltou a dizer ‘presente’, ao segurar um remate de meia distância de Jacob Murphy.
Aos poucos, os portugueses foram, ainda assim, conseguindo ‘libertar-se de amarras’, e, aos 15 minutos, deram o primeiro ‘sinal de vida’, quando Dodi Lukébakio deixou Dan Burn ‘nas covas’ e rematou para uma boa defesa de Nick Pope, antes de acertar em cheio no poste, com um fantástico remate desde a ‘esquina’ da grande área.
No entanto, quem não marca arrisca-se a sofrer, e foi precisamente isso que sucedeu, aos 32 minutos. Na tentativa de deixar a bola em Fredrik Aursnes, Tomás Araújo entregou-a aos magpies, que partiram para um contra-ataque que culminou no remate certeiro de Anthony Gordon, assistido por Jacob Murphy.
Sem capacidade de resposta
Face ao resultado, numa fase tão delicada da temporada, esperava-se um Benfica ‘de peito feito’, no regresso dos balneários, mas a verdade é que foi o Newcastle quem melhor se apresentou, para o segundo tempo, encostando o adversário ‘às cordas’, somando oportunidade desperdiçada atrás de oportunidade desperdiçada.
Se o cenário estava mal parado, ainda pior ficou, quando, aos 62 minutos, Amar Dedic saiu lesionado. Sem opções ‘de raiz’ para o lado direito da defesa, José Mourinho viu-se obrigado a improvisar, lançando para o seu lugar Franjo Ivanovic e fazendo Fredrik Aursnes recuar no terreno, baralhando ainda mais as próprias contas.
A verdade é que uma má notícia nunca vem só, e, aos 71 minutos, os homens da casa voltaram a marcar, desta feita, por intermédio de Harvey Barnes, que, acabado de entrar para o lugar de Jacob Murphy, ‘disparou’ por 2-0, assistido por… Nick Pope, que, com um fantástico lançamento manual, fez a bola ‘voar’ quase de uma baliza à outra.
A ‘machadada final’ acabou por surgir à passagem dos 83 minutos, uma vez mais, por parte de Harvey Barnes, que deu tons de ‘humilhação’ ao desaire encarnado.
O Benfica permanece, assim, com a contagem ‘a zeros’, na fase de liga da Liga dos Campeões. Neste momento, é a única equipa, a par de Athletic Bilbao (que ainda vai receber o Qarabag) e Ajax (que irá visitar o Chelsea, no encerramento da ronda), que ainda não conseguiu somar um único ponto, até ao momento.
O Newcastle, por seu lado, chega aos seis pontos, o que lhe permite ascender, provisoriamente, ao sexto lugar, em igualdade com Barcelona (que, horas antes, goleou o Olympiacos, por 6-1), Bayern Munique, Real Madrid e Qarabag (trio que, no entanto, só irá entrar em cena na quarta-feira).
Momento do jogo: Não é de ‘ses’ que se faz o futebol, mas não deixa de ser tentador pensar que o destino do Benfica poderia ter sido diferente, caso, aos 21 minutos, aquele fantástico remate de Dodi Lukébakio tivesse entrado. A bola embateu (teimosamente) no poste da baliza à guarda de Nick Pope, antes de Anthony Gordon ter desfeito o nulo, abrindo caminho ao triunfo do Newcastle.
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