Número de mortos em acidente no Uganda revisto de 63 para 46

“No momento do acidente, várias vítimas foram encontradas inconscientes e algumas podem ter sido incluídas por engano na contagem inicial de mortos”, esclareceu a polícia, em comunicado.

 

Várias outras pessoas ficaram feridas no acidente, que ocorreu por volta das 00h15 locais (22h15, em Lisboa), na estrada que liga Kampala a Gulu, nas imediações da aldeia de Kitaleeba, envolvendo pelo menos quatro veículos: dois autocarros, um camião e um automóvel.

Dois motoristas de autocarro que seguiam em direções opostas tentaram ultrapassar outros veículos e colidiram perto da cidade de Kiryandongo, segundo a polícia.

“No processo, os dois autocarros colidiram de frente durante as manobras de ultrapassagem”, segundo o comunicado da polícia.

Estes é já considerado um dos piores acidentes rodoviários dos últimos anos no país da África Oriental.

Acidentes rodoviários fatais são comuns no Uganda e em outras partes da África Oriental, onde as estradas costumam ser estreitas.

A polícia geralmente culpa os motoristas em excesso de velocidade por esses acidentes.

Em agosto, um autocarro que transportava pessoas que voltavam de um funeral no sudoeste do Quénia capotou e caiu numa vala, matando pelo menos 25 pessoas e ferindo várias outras.

O número de mortos no último acidente no Uganda é invulgarmente elevado, disse Irene Nakasiita, porta-voz da Cruz Vermelha.

A maioria dos feridos está a receber tratamento num hospital público nas proximidades.

De acordo com dados oficiais da polícia, há um aumento do número de mortos ou feridos em acidentes rodoviários nos últimos anos: 4.534 em 2022, 4.806 em 2023 e 5.144 em 2024.

As ultrapassagens imprudentes e o excesso de velocidade foram responsáveis por 44,5% de todos os acidentes registados em 2024, de acordo com o último relatório criminal da polícia.

“À medida que as investigações continuam, exortamos veementemente todos os motoristas a terem o máximo cuidado nas estradas, evitando especialmente ultrapassagens perigosas e imprudentes, que continuam a ser uma das principais causas de acidentes no país”, afirmou a polícia no seu comunicado após o último acidente.

Além da condução imprudente e das más infraestruturas, há uma fraca aplicação das regras de trânsito, especialmente para veículos pesados que circulam à noite, disse Joseph Beyanga, um ativista da segurança rodoviária que há anos tenta sensibilizar a população para os acidentes nas estradas do Uganda.

“Estes acidentes são apenas uma lembrança cruel de que ainda temos um longo caminho a percorrer”, afirmou Beyanga, em declarações Associated Press (AP), acrescentando que “do lado do Governo há uma ausência total de fiscalização”.

“O que está a acontecer nas estradas é uma anarquia”, disse.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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