“Estamos em contacto com nossos homólogos sobre nossa participação na missão que vai ser criada em Gaza”, revelou aquela fonte, acrescentando que “foi criado um centro de coordenação militar/civil visando estabelecer uma força operacional em Gaza”.
Segundo este responsável turco, “está prevista a criação de uma força internacional de estabilização encarregada de patrulhas de segurança, proteção de infraestruturas civis, ajuda humanitária, segurança de fronteiras, formação de forças de segurança locais e controlo do cessar-fogo”.
“O nível de participação da Turquia nestas estruturas ainda está por decidir”, disse a mesma fonte, adiantando que os pormenores poderão ser comunicados para a semana.
“Existe um acordo [de cessar-fogo] e a Turquia é um dos promotores”, frisou, questionado sobre uma eventual recusa de Israel da presença militar turca no enclave palestiniano.
Na terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, esteve na inauguração de um centro conjunto de coordenação israelo-americano para vigiar as tréguas entre o movimento islamista Hamas e as autoridades hebraicas.
Em vigor desde 10 de outubro e baseado num plano do presidente norte-americano, Donald Trump, o acordo parece ter vacilado, domingo, após violência mortal em Gaza e troca de acusações de violações da trégua.
Já hoje, forças militares israelitas bombardearam a zona de Sheikh Nasser, em Khan Yunis, sul de Gaza, através de carros de combate, disseram à Agência EFE fontes locais.
As mesmas fontes testemunharam “fortes explosões” a sul de Khan Yunis, “apesar do cessar-fogo”.
Leia Também: Bruxelas acolhe hoje primeira cimeira UE-Egito para reforçar parceria