Numa nota enviada à Lusa, o sindicato “manifesta profundo pesar” pela morte de Álvaro Laborinho Lúcio, que faleceu hoje, aos 83 anos, e envia condolências à família e amigos do “magistrado de carreira, antigo Ministro da Justiça e figura ímpar da justiça portuguesa”.
“Laborinho Lúcio foi um homem de qualidades profissionais e humanas amplamente reconhecidas, cuja vida se distinguiu pela integridade, sabedoria e dedicação ao serviço público”, refere o sindicato.
Acrescenta que Laborinho Lúcio foi um magistrado exemplar, que em todas as funções que desempenhou “deixou uma marca indelével de rigor, humanismo e visão reformadora”.
“O seu percurso foi norteado pela defesa intransigente dos valores democráticos, da justiça acessível e da dignidade da pessoa humana”, lê-se na nota.
O sindicato recorda também que o magistrado foi o sócio número um da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e fez parte da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica.
Laborinho Lúcio foi secretário de Estado da Administração Judiciária e ministro da Justiça em 1990, durante o governo de Cavaco Silva, e Ministro da República para os Açores, em 2003, durante a Presidência de Jorge Sampaio.
Foi também procurador da República junto do Tribunal da Relação de Coimbra, inspetor do Ministério Público, procurador-geral-adjunto da República, diretor da Escola da Polícia Judiciária e do Centro de Estudos Judiciários.
Álvaro Laborinho Lúcio nasceu na Nazaré e na juventude foi ator amador, tendo participado na criação do Grupo de Teatro da Nazaré.
Foi condecorado em 2005 pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
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