Hamas condena visita ministro israelita a prisioneiros palestinianos

“As cenas transmitidas num vídeo pelo ministro do terrorismo sionista mostram os abusos e torturas sistemáticos infligidos aos prisioneiros palestinianos nas prisões da ocupação [Israel]”, afirmou o grupo radical palestiniano num comunicado, sublinhando que estes prisioneiros são “heróis do povo palestiniano”.

 

Na mesma nota, o Hamas referiu que “o mundo inteiro pôde testemunhar os crimes sistemáticos perpetrados por líderes criminosos, cujas mãos estão cobertas com o sangue de inocentes”, acrescentando que “isso é evidente nos corpos que chegam a Gaza e que apresentam sinais brutais de tortura e abuso”.

“Instamos a comunidade internacional e todos os povos livres do mundo a expor esta ocupação nazi, a revelar os seus crimes e a levar os seus líderes perante os tribunais internacionais. Apelamos também à comunidade internacional e às Nações Unidas para que tomem medidas imediatas para pôr fim às violações contra os nossos prisioneiros e garantir a sua libertação”, prosseguiu o grupo extremista.

E concluiu: “Precisamos que estes crimes não fiquem sem resposta e devemos garantir que estes líderes são levados à justiça por cometerem crimes contra a humanidade, crimes que não podem ficar impunes”.

Um cessar-fogo na Faixa de Gaza — seguindo o plano apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump – entrou em vigor em 10 de outubro, ao fim de mais de dois anos de guerra entre o Hamas e Israel.

Na primeira fase, que está em vigor, o cessar-fogo estabelece a troca de reféns (vivos e mortos) em posse do Hamas por prisioneiros palestinianos, a retirada parcial das forças israelitas do enclave e o acesso de ajuda humanitária ao território.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques a Israel, liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023, que causaram cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.

A retaliação de Israel provocou mais de 68 mil mortos e cerca de 170.000 feridos, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza (tutelado pelo Hamas), que a ONU considera credíveis.

A ofensiva israelita também destruiu quase todas as infraestruturas de Gaza e provocou a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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