“O poder tem medo” e “centraliza o poder, controla a imprensa e mantém a população com medo”, declarou Magyar no final das festividades também conhecidas por “Marcha Nacional”, em Budapeste.
O líder do partido da oposição Tisza, acusou o Governo de ter medo de uma mudança de rumo nas eleições legislativas do país, em abril de 2026.
O opositor sublinhou ainda que o primeiro-ministro húngaro é o principal aliado da Rússia na guerra da Ucrânia, que começou em 2022 quando o Governo russo (Kremlin) atacou a Ucrânia.
Orbán, que em 1989 tinha exigido que as tropas soviéticas abandonassem o território húngaro, “é agora, ironicamente, o mais fiel aliado do Kremlin”, destacou o líder da oposição perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça dos Heróis, em Budapeste.
Magyar comparou ainda a transição política de 1989 a 1990 com a situação atual, indicando que a Hungria está “a viver novamente um momento histórico”.
Nesses anos, o Estado comunista da Hungria foi desmantelado e começou uma transição para uma democracia pluripartidária.
“Precisamos de uma transição política determinada, otimista e corajosa”, destacou o líder do Tisza.
De acordo com as últimas sondagens do instituto político Idea Institute, publicadas há uma semana, 49% dos eleitores apoiam o Tisza e 38% apoiam o partido no poder, o Fidesz.
A campanha eleitoral ainda não começou oficialmente na Hungria, mas Magyar já prometeu medidas “no primeiro dia após a reunião do novo Parlamento” se ganhar as eleições.
A adesão da Hungria ao Ministério Público Europeu e as medidas para garantir a independência judicial e da imprensa estão entre as principais promessas do líder do Tisza.
Magyar deixou o Fidesz em 2022 e conseguiu atrair a maioria dos eleitores da oposição.
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