Rubio defende que força para Gaza deve incluir aliados de Israel

“Muitos países ofereceram-se para o fazer (…), terão de ser pessoas ou países com os quais Israel se sinta confortável”, disse Rubio no novo Centro de Coordenação Civil-Militar (CCMC), em Israel, uma estrutura supervisionada pelos Estados Unidos para acompanhar a trégua entre Israel e o Hamas, em vigor desde 10 de outubro.

 

Rubio sublinhou que o movimento islamita Hamas “não pode governar nem participar em qualquer governo futuro em Gaza”.

“Do outro lado desta linha amarela ainda existe um grupo terrorista armado, e nós vimo-lo agir contra a sua própria população”, denunciou Rubio, referindo-se à zona até onde as forças israelitas recuaram dentro do enclave, da qual os civis palestinianos estão proibidos de se aproximar.

O acordo de cessar-fogo, mediado por Washington, prevê numa segunda fase a retirada total das tropas israelitas da Faixa de Gaza, o desarmamento do Hamas e o envio de uma força de segurança internacional, além da reconstrução do território.

“Não será um caminho linear (…), haverá altos e baixos, mas temos razões para estar otimistas quanto ao progresso que está a ser feito”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana.

Rubio avisou que a recusa do Hamas em desarmar “constituirá uma violação do cessar-fogo” e reiterou o objetivo dos Estados Unidos de garantir “uma Gaza onde as pessoas possam viver, trabalhar e não estejam sob o domínio de um grupo terrorista”.

Após reuniões no Cairo com representantes egípcios e fações palestinianas, o Hamas declarou estar “comprometido em implementar o acordo até ao fim”, com o objetivo de “proteger o povo palestiniano”.

Durante a visita a Israel, o secretário de Estado também reconheceu que a eventual anexação da Cisjordânia por Israel “representaria uma ameaça ao processo de paz”.

“Se algo assim acontecesse agora, muitos dos países envolvidos provavelmente deixariam de se envolver. Estamos focados na paz e na segurança”, disse Rubio.

O responsável norte-americano chegou a Israel na quinta-feira, na sequência das visitas do vice-presidente J.D. Vance, do enviado da Casa Branca para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e do conselheiro Jared Kushner, que acompanham a implementação do plano de paz promovido pelo presidente Donald Trump.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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