Continua a dar que falar o facto de Ousmane Dembélé ter conquistado a Bola de Ouro referente ao ano civil de 2025, na sequência de uma temporada ‘de sonho’, na qual conquistou Ligue 1, Taça de França, Supertaça de França e até a Liga dos Campeões, com a camisola do Paris Saint-Germain.
Lamine Yamal foi segundo classificado, com mais de 300 votos de diferença, algo que Nani considera… natural. Numa extensa entrevista concedida à edição deste domingo do jornal espanhol As, o antigo internacional português teceu rasgados elogios ao avançado do Barcelona, mas pediu calma no entusiasmo.
“Para mim, o menino Lamine Yamal é fantástico. É um talento puro. Tem uma grande carreira pela frente. Estava nomeado para a Bola de Ouro… Toda a gente pensava que seria para ele. Eu penso que é justo que ele não a receba já, porque é um jogador que sabemos que irá conquistá-la. Se mantiver o foco, se mantiver a dedicação, se fizer um processo normal, certamente, irá conquistar as suas Bolas de Ouro”, afirmou.
“Ele vai ser um jogador muito, muito forte no mundo inteiro, e vai ajudar muito Espanha a conquistar os seus títulos, como já fez antes [no Campeonato da Europa de 2024]. Por isso, é um jogador que admiro muito. Hoje em dia, todas as crianças querem ser o Lamine, porque gostam de como ele joga”, acrescentou.
“Não podemos comprar nem competir com Cristiano Ronaldo ou com Messi”
Nani aproveitou, ainda, a ocasião para refutar, taxativamente, as comparações entre o jogador de apenas 18 anos de idade aos ‘veteranos’ Cristiano Ronaldo (com quem o próprio partilhou balneário, por Portugal, Sporting e Manchester United, e que, atualmente, representa o Al Nassr) e Lionel Messi (que, neste momento, defende as cores do Inter Miami).
“Não podemos falar disso, neste momento. Não podemos fazer isso, porque estamos a destruir aquilo que queremos que ele [Lamine Yamal] chegue a ser. Não podemos comprar nem competir com Cristiano Ronaldo ou com Messi. Messi e Cristiano Ronaldo fizeram muitas coisas muito bem. E iremos aplaudi-lo”, alertou.
“Não podemos comparar. Muito daquilo que se passa é que, todos os anos, estamos a comparar. Sai um bom jogador e dizemos logo ‘É o Cristiano’. Sai outro e dizemos ‘É Messi’. E, depois, o que é que se passa? Nunca mais os vi. E por quê? Porque a pressão mata os jogadores. Prefiro não comparar, para que não se criem falsas expetativas, junto das crianças”, completou.
“É fantástico ver Portugal a jogar”
Nani virou, de seguida, ‘baterias’, para a principal seleção de Portugal… lamentando já não poder representá-la, dada a maneira como o treinador espanhol Roberto Martínez foi capaz de a colocar a jogar: “Isso já esqueci, sem dúvida. Sabem o quanto se mexe a bola… Mas, sim, penso que gostaria muito de jogar numa seleção que tem este domínio de bola. É fantástico vê-los a jogar. Como tocam, como a fazem movimentar-se e como a mantêm”.
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