Paramilitares sudaneses tomam controlo de Al-Fashir

As Forças de Apoio Rápido (FRS) “anunciam com orgulho que tomaram o controlo da cidade de al-Fashir”, capital do Darfur do Norte, de acordo com um comunicado oficial publicado na rede social Telegram.

 

O exército não respondeu, mas o comité de resistência popular, um grupo civil aliado ao exército, negou que a captura do quartel-general signifique a queda desta cidade no oeste do Sudão.

A população de al-Fashir “está a resistir às milícias”, segundo o grupo, que descreve a situação como uma “fase importante e crítica” dos combates após um cerco de 18 meses.

Sem acesso a al-Fashir e com uma rede de telecomunicações defeituosa, a AFP não conseguiu verificar a situação no local.

O responsável humanitário da ONU, Tom Fletcher, pediu hoje passagem segura para os civis detidos em al-Fashir.

“Com os combatentes a avançarem cada vez mais para o interior da cidade e as rotas de fuga bloqueadas, centenas de milhares de civis estão encurralados e aterrorizados — bombardeados, famintos e sem acesso a alimentos, assistência médica ou segurança”, disse Fletcher em comunicado.

“Os civis devem poder circular em segurança e ter acesso a ajuda”, argumentou, acrescentado que “aqueles que fogem para áreas mais seguras devem poder fazê-lo com segurança e dignidade”.

A RSF assumiu a responsabilidade pela captura do quartel-general hoje de manhã, apoiada por uma série de vídeos — imagens do interior e cenas de celebração noutras cidades do país.

De acordo com o comité de resistência local, um dos coletivos civis que documentam os abusos relacionados com o conflito, os combates continuam e a RSF entrou em “edifícios vazios e sem importância” abandonados pelo exército para outras posições.

Nos últimos meses, al-Fashir tornou-se uma das frentes mais disputadas do conflito que opõe o exército liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhan aos paramilitares liderados pelo seu antigo aliado, o general Mohamed Daglo, desde abril de 2023.

O conflito matou dezenas de milhares de pessoas, desalojou milhões e desencadeou aquilo a que a ONU chama a “pior crise humanitária” do mundo.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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