O Wolverhampton vai de mal a pior, e, no passado domingo, sofreu aquela que foi a sétima derrota ao cabo dos 11 jogos disputados desde o arranque da presente temporada de 2025/26. Desta feita, o ‘carrasco’ foi o Burnley, que foi ao Molineux Stadium ‘arrancar a ferros’ um triunfo, por 2-3.
A equipa de Florentino Luís (médio português emprestado pelo Benfica, que voltou a ser aposta a titular, por parte de Scott Parker) marcou dois golos de ‘rajada’, por intermédio de Zian Flemming, que tiveram resposta ainda antes do apito para o intervalo, pelos pés de Jorgen Strand Larsen (na conversão de uma grande penalidade) e Marshall Munetsi.
No entanto, já cinco minutos depois dos 90, Lyle Foster despejou um autêntico ‘balde de água fria’ sobre os homens da casa, com um remate que não deu hipótese de defesa a Sam Johnstone, e que fragilizou ainda mais a situação de Vítor Pereira, treinador luso que, ainda no passado mês de setembro, renovou contrato com os Wolves, até junho de 2028.
Os adeptos não o perdoaram, e, ao longo da partida, foi bem audível o cântico “Vais ser despedido, de manhã”. Depois de o árbitro inglês Tony Harrington ter feito soar o apito final, o técnico de 57 anos de idade partiu na direção de uma das bancadas, de cabeça perdida, na tentativa de os confrontar.
A fúria de Vítor Pereira atingiu tamanha dimensão que o mesmo teve de ser agarrado por uma série de jogadores da própria equipa (entre eles, o compatriota Toti Gomes, defesa-central que faz parte do lote de capitães), que conseguiram levá-lo do local e encaminhá-lo na direção dos balneários.
“Há dois meses, eles cantavam o meu nome, mas, agora…”
Instantes após este episódio, Vítor Pereira compareceu na tradicional conferência de imprensa de análise ao jogo, na qual explicou os sentimentos que o ‘assaltaram’: “Aquilo que eu disse aos adeptos foi que estamos a trabalhar muito e que temos de lutar juntos. Eu percebo a frustração. A equipa deu tudo para vencer”.
“Se nós lutarmos com eles, juntos, conseguimos vencer jogos. Sem eles, é impossível. Se conseguirmos vencer dois ou três jogos de seguida, tudo muda. Há dois meses, eles cantavam o meu nome, mas, agora, percebo que, sem resultados… é o futebol. Agora, cantam o meu nome para me despedirem. O futebol é isto”, rematou, em declarações reproduzidas pelo jornal britânico The Sun.
Quão delicada é a situação de Vítor Pereira?
Este mais recente desaire mantém o Wolverhampton na 20.ª e última posição da Premier League, com apenas dois pontos conquistados em 27 possíveis, menos seis do que o Fulham, equipa orientada pelo também treinador português Marco Silva, que mora imediatamente acima da ‘linha de água’, no 17.º lugar.
Na Taça da Liga, a equipa está na quarta ronda, onde tem encontro marcado com o Chelsea, para as 19h45 (hora de Portugal Continental) da próxima quarta-feira, no Molineux Stadium, depois de ter deixado para trás West Ham (por 3-2) e Everton (por 2-0), ao passo que, na Taça de Inglaterra, ainda não entrou em cena.
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