O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun declarou, em conferência de imprensa, que Pequim “sempre desenvolveu os laços com Berlim a partir de uma perspetiva estratégica e de longo prazo”.
Guo sublinhou que, enquanto “grandes países e principais economias mundiais”, China e Alemanha mantêm uma relação de cooperação “mutuamente benéfica”.
“Nas circunstâncias atuais, ambas as partes devem continuar a impulsionar os seus vínculos na direção correta”, acrescentou.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão confirmou na semana passada o adiamento da visita de Johann Wadephul, prevista para os dias 28 e 29 de outubro, depois de a parte chinesa não ter confirmado mais encontros além da reunião com o homólogo chinês, Wang Yi.
A porta-voz da diplomacia alemã, Kathrin Deschauer, manifestou a “grande preocupação” de Berlim com as restrições impostas por Pequim à exportação de certos componentes usados na produção de semicondutores e materiais de terras raras, medidas que suscitaram alarme na indústria automóvel alemã.
As tensões comerciais entre os dois países intensificaram-se após a intervenção do Estado holandês no fabricante de ‘chips’ Nexperia, subsidiária da chinesa Wingtech, o que levou Pequim a restringir as exportações de componentes cruciais para o setor.
A proibição está a gerar inquietação junto do Grupo Volkswagen, o maior construtor automóvel da Europa.
Leia Também: Presidente norte-americano quer realizar um bom acordo com a China