Rio Ferdinand acusa Amorim de “jogar à roleta russa” no Manchester United

Ruben Amorim passou de ‘crucificado’ a ‘salvador’ no espaço de menos de um mês, depois de ter conduzido o Manchester United a um ciclo de três triunfos consecutivos (algo que não acontecia já desde o passado mês de janeiro), perante Sunderland (por 2-0), Liverpool (por 1-2) e Brighton (por 4-2).

 

No entanto, em declarações prestadas, esta segunda-feira, no próprio canal de YouTube, intitulado ‘Rio Ferdinand Presents‘, Rio Ferdinand, ‘lenda viva’ dos red devils, avisou que o treinador português se limitou a promover ligeiras alterações ao sistema de jogo da equipa, e não a levar a cabo a ‘revolução’ que tantos lhe vinham a pedir.

“Eu admiro isto, a certo ponto, mas, tal como já disse, penso que ele está a jogar à roleta russa com o trabalho que tem em mãos. Não me parece que ele tenha mudado drasticamente. Apenas se ajustou”, começou por afirmar o antigo defesa-central, que representou o clube em 455 jogos oficiais, entre 2002 e 2014.

“Era isso que grande parte dos adeptos andavam a pedir-lhe. Ajusta, simplesmente, aquilo que tens. Talvez não tenhas tanta iniciativa, talvez possas ser um pouco mais conservador, por vezes, quando não tens bola. Não podes pressionar, pressionar e pressionar durante 90 minutos, a não ser que tenhas uma equipa que seja uma completa besta”, prosseguiu.

“O PSG faz isso. Este treinador não poderia fazê-lo, com aquele plantel. Por vezes, é, simplesmente, assim que as coisas são. Podemos olhar para trás, daqui a seis meses, e dizer que o Manchester United terminou nos lugares de Liga dos Campeões ou algo assim, e, provavelmente, ele estará, ali, sentado, confiante e a dizer ‘Bem, se eu tivesse mudado, provavelmente, teria ficado sem emprego, porque estaria a fazer coisas que me são estranhas”, completou.

“Casemiro era quem andava a fazer o trabalho sujo”

O antigo internacional inglês virou, de seguida, ‘baterias’ para Casemiro, que chegou a ser apontado como ‘dispensável’, mas que conseguiu dar a volta ao rumo dos acontecimentos, de tal maneira que, neste momento, é um titular indiscutível no meio-campo do Manchester United, onde faz dupla com o também luso Bruno Fernandes.

“Ele construiu uma carreira fantástica, uma carreira marcada por cinco conquistas da Liga dos Campeões, tendo-se tornado na cola, na pessoa que unia a linha defensiva e o meio-campo, e, simplesmente, tapava os buracos”, analisou, a propósito do brasileiro que alinhou ao serviço do FC Porto, na temporada de 2014/15, por empréstimo do Real Madrid.

“Na altura, não lhe pediam para correr para todo o lado ou para ser um criador. Era ele quem andava a fazer a limpeza, todo o trabalho sujo e a proteger uma certa zona do terreno. E, recentemente, é isso que temos visto. Temos visto algo parecido ao velho Casemiro”, acrescentou.

“Faz-me recordar o que já foi dito por Jamie Carragher, sobre ele ‘deixar o jogo’. Na altura, eu disse que achava isso altamente desrespeitoso, quando estamos a falar de alguém que conquistou a Liga dos Campeões por cinco vezes e que está, talvez, a passar por uma mudança de abordagem ao futebol, em que pareceu fora de si”, rematou.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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