O líder do Chega, André Ventura, revelou, esta quinta-feira, que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ofereceu um acordo ao partido para viabilizar o Orçamento do Estado para 2024.
“O senhor primeiro-ministro disse que o Chega não era um parceiro confiável, que nunca contou com o Chega e que o Chega foi arredado das negociações”, começou por referir em entrevista à CNN Portugal, acrescentando que as declarações de Luís Montenegro são falsas.
“O país tem de saber que isto é falso. O primeiro-ministro negociou com o Chega, quis negociar com o Chega e até digo mais: frente a frente com o primeiro-ministro, ele propôs-nos um acordo para este ano. E o país tem de saber”, enalteceu.
O líder de extrema-direita disse que a proposta aconteceu “nas últimas três semanas”, inclusivamente na última reunião entre o primeiro-ministro e o Chega, a 23 de setembro. No entanto, disse Ventura, esse acordo “não foi aceite” pelo Chega.
Segundo o político, “o primeiro-ministro estava disposto que, lá para a frente, o Chega viesse a integrar o Governo”. “Nós não somos para descartar e eu represento um milhão e 200 mil eleitores que não estão aqui para bastidores”, atirou.
Acusando Montenegro de “mentir ao povo português”, Ventura explicou que o “acordo admitia que o Chega viesse a fazer parte do Governo”.
[Notícia em atualização]
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