“Foi consentido”. Julgamento de portugueses acusados de violação arranca

O julgamento que acusa quatro portugueses de violarem duas jovens em Gijón, Espanha, no verão de 2021 começou esta quarta-feira, quatro anos depois dos factos.

 

Em declarações à chegada ao tribunal, o advogado dos acusados, Germán Inclán, revelou que as suas expectativas para este julgamento são “confirmar a inocência” dos seus clientes.

“Desde o início, quando foram detidos, afirmaram que tinha havido um encontro sexual entre eles [os quatro portugueses] e as duas raparigas que apresentaram queixa, mas que foi sempre consentido”, afirmou, acrescentando que “as provas são sólidas” e a favor dos portugueses.

“As declarações dos meus clientes são consistentes, ao contrário do que acontece com as das queixosas”, realçou, citado pelo jornal La Nueva España.

O advogado adiantou que parte da sua estratégia em tribunal se vai basear num vídeo de um minuto e 42 segundos, onde a tese da defesa, de que o encontro foi consentido, é reforçada. 

Quanto às lesões raparigas, alegadamente sofridas durante a violação, Inclán admitiu que podem ser compatíveis com a agressão, mas “também com cinquenta outras coisas”.

“Acreditamos na lei e acreditamos na sua correta aplicação”, concluiu o advogado, mostrando-se confiante na absolvição dos seus clientes.

No início do julgamento foi anunciado que os acusados vão depor em último lugar.

Raparigas terão conhecido dois dos portugueses num bar

Segundo a acusação e as alegações do Ministério Público espanhol, a que a Lusa teve acesso, as raparigas conheceram dois dos portugueses num bar e concordaram ter relações sexuais com um deles no alojamento onde estavam hospedados. Terão acabado por ser violadas, nesse local, pelos quatro homens que vão ser agora julgados.

Depois de terem deixado o alojamento, as raparigas dirigiram-se a uma esquadra, onde apresentaram queixa. Foram depois também atendidas num hospital.

Os quatro homens portugueses acusados são todos residentes na região de Braga e, em 2021, tinham idades compreendidas entre os 22 e os 26 anos. Na altura dos alegados crimes, encontravam-se de férias em Espanha.

Um deles está acusado de dois crimes de abuso sexual, sendo que o Ministério Público pediu que lhe fossem aplicados 10 anos de prisão.

Os outros três estão acusados de um crime de abuso sexual cada (um deles na forma de cumplicidade) e o Ministério Público pede que lhes sejam aplicadas penas de prisão que vão desde um ano e três meses até cinco anos.

As duas raparigas constituíram-se também como “acusação particular” no processo e pedem penas de prisão para todos, de entre um ano e seis meses a 22 anos.

Tanto o Ministério Público como a acusação particular pedem ainda que as duas raparigas sejam indemnizadas por danos físicos e morais pelos acusados.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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