Numa entrevista ao Today, o ator Jesse Eisenberg revelou que vai doar um rim. A operação irá decorrer durante as próximas semanas, explicou. Saiba em que consiste esta cirurgia, quem pode ser dador e os cuidados a ter?
“Fui picado pelo bichinho da doação de sangue. Vou fazer uma doação altruísta em meados de dezembro. Estou muito entusiasmado”, revelou na entrevista. Revelou que se trata de um processo que pode salvar vidas.
“É essencialmente livre de riscos e muito necessário. Acho que as pessoas vão perceber que é uma decisão óbvia, se tiverem tempo e disposição.” Em Portugal, qualquer pessoa pode ser doadora de rim em vida?
“Para ser dador vivo de rim, deverá ter uma função renal normal e um bom estado de saúde geral. O tipo de sangue e a tipagem de tecidos também deverão ser compatíveis com o recetor”, começa por dizer a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais.
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“Se está a considerar a possibilidade de ser dador vivo de rim, é importante que discuta este assunto com o seu médico, que poderá avaliar a sua função renal e informar de que forma a doação de um rim poderá afetar a sua saúde geral”, continuam.
A doação geralmente ocorre em familiares mais próximos, mas também é possível fazê-lo a pessoas com quem não existe qualquer tipo de ligação. “Os dadores vivos são familiares, como, por exemplo, pais, irmãos ou filhos adultos da pessoa que precisa de um transplante renal. Se os resultados do tipo de sangue e da tipagem dos tecidos forem adequados, também é possível a doação por uma pessoa não relacionada, como o cônjuge ou um amigo.”
Os cuidados a ter antes e depois da cirurgia
É preciso que as análises estejam todas corretas para se avançar para a cirurgia. “Na semana antes da cirurgia, o dador e o recetor voltam a ser testados, para garantir que ambos estão suficientemente saudáveis e emocionalmente prontos para a cirurgia, e é feita outra análise de crossmatching. Dador e recetor serão internados no hospital no dia antes da operação.”
Já depois da cirurgia, existem alguns cuidados que são necessários ter. “Depois da cirurgia de transplante, o dador deverá sentir alguma dor em volta da(s) incisão(ões), para a qual será medicado. A estadia no hospital deverá prolongar-se por 4 a 10 dias.”
A recuperação pode ser diferente de acordo com a forma como o rim foi retirado. “Em geral os dadores que façam a cirurgia por laparoscopia recuperam mais rapidamente do que os dadores que façam a nefrectomia aberta. As experiências são sempre diferentes e individuais, pelo que é importante que fale sobre a recuperação com a equipa de saúde e os seus familiares e amigos.”
Quais os riscos que o dador vivo corre?
“Doar um rim em vida implica a realização de uma cirurgia importante, que pode envolver riscos graves.” Referem que podem surgir algumas complicações durante a cirurgia, como perfuração pulmonar, infeção pulmonar, hemorragias e formação de coágulos.
“A remoção de um rim provoca um ligeiro crescimento no rim remanescente, devido ao acréscimo de ‘trabalho’ ou função a que passa a ser sujeito, mas deverá ser capaz de continuar a viver a sua vida sem limitações.”
Ao longo dos anos, o risco de pressão arterial elevada aumenta, bem como o risco de apresentar proteínas na urina.
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