Produção automóvel britânica cai 15,5% para novo mínimo histórico

As fábricas britânicas produziram 717.371 automóveis e 47.344 veículos comerciais, que registaram quebras de 8,0% e 62,3%, respetivamente.

 

A descida foi influenciada por vários fatores, incluindo um ataque informático que interrompeu a produção na Jaguar Land Rover, o maior empregador do setor, novas tarifas nas trocas transatlânticas e a fusão de duas fábricas de veículos comerciais. 

“Foram 12 meses muito turbulentos”, admitiu o presidente executivo (CEO) da SMMT, Mike Hawes, durante um encontro com jornalistas estrangeiros, entre os quais a Agência Lusa.  

As projeções da SMMT apontam para um aumento superior a 10% na produção automóvel em 2026, podendo atingir cerca de 790 mil unidades.

A produção de veículos elétricos e híbridos em 2026 aumentou 8,3%, atingindo 298.813 unidades, o que representa 41,7% do total, algo que Hawes considera positivo e um motivo para o otimismo no desempenho este ano.

Segundo este responsável, além de um aumento da produção, está previsto o lançamento de sete novos modelos de veículos elétricos.

Comentando a visita do primeiro-ministro, Keir Starmer, à China, a primeira de um chefe de Governo britânico desde 2018, Hawes manifestou-se aberto ao investimento de marcas chinesas em fábricas no Reino Unido. 

“Os únicos que estão em expansão são os construtores chineses. Se conseguisse um investidor que trabalhe com a cadeia de abastecimento britânica, isso seria bom para o ecossistema automóvel do Reino Unido, porque os volumes estão a diminuir”, afirmou. 

No ano passado, a quota de mercado de veículos chineses como BYD, Leapmotor, Omoda and Jaecoo duplicou para 9,5%, a maior parte elétricos ou híbridos. 

A União Europeia (UE) continua a ser o principal mercado das exportações (56,7%), seguida dos EUA (15%) e da China (6,3%), tendo todos registado declínios no ano passado. 

Hawes manifestou alguma preocupação com a entrada em vigor de regras de origem mais apertadas para o setor automóvel nas relações com a UE, bem como um potencial protecionismo devido à política da Comissão Europeia para promover produtos “Made in EU”. 

“Isso seria um grande desafio para o Reino Unido. Na prática, isso poderia fazer o que o ‘Brexit’ não fez e tornar muito mais difícil a entrada de produtos britânicos no mercado europeu”, avisou.

Tesla conta aumentar capacidade de produção automóvel na Alemanha

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Apesar de estar a assistir a uma quebra de vendas há vários meses, a Tesla mantém-se otimista e até acredita num aumento de produção na sua fábrica na Alemanha já em 2026.

Notícias ao Minuto | 16:01 – 31/12/2025

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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