Na Luz, os ‘encarnados’ superaram os madrilenos por 4-2, resultado que valeu o apuramento para o play-off de acesso aos ‘oitavos’ da edição 2025/26, nos quais há 50% de possibilidades de as equipas se voltarem a defrontar.
A formação de José Mourinho, técnico que orientou o clube espanhol entre 2010 e 2013, repetiu os feitos conseguidos na final de 1961/62, por 5-3, em Amesterdão, e na primeira mão dos quartos de final de 1964/65, por 5-1 — depois sofreu o único desaire, um 1-2 com ‘sabor’ a apuramento.
Hoje, o Benfica conseguiu o terceiro triunfo e acabou por ser épico, porque o 4-2 foi ‘selado’ aos 90+8 minutos pelo guarda-redes ucraniano Trubin e valeu o apuramento para o play-off de acesso aos oitavos de final, na altura a um golo de distância.
Sem esse golo, os ‘encarnados’ estariam agora fora da ‘Champions’, mas teriam, ainda assim, batido os ‘merengues’, graças ao ‘bis’ do norueguês Schjelderup (36 e 54 minutos) e a um tento de penálti do grego Pavlidis (45+5).
Pelo Real Madrid, o autor dos dois golos foi o ‘inevitável’ francês Kylian Mbappé, que inaugurou o marcador, aos 30 minutos, e reduziu para 3-2, aos 58, mas não evitou a ‘queda’ dos ‘merengues’ para fora do top 8 e do apuramento direto para os ‘oitavos’.
Este triunfo acontece mais de 60 anos depois dos outros três jogos oficiais entre as duas equipas, o primeiro em 02 de maio de 1962, em Amesterdão, onde o Benfica, campeão europeu em título, superou na final da Taça dos Campeões o Real Madrid por 5-3.
José Águas (25 minutos), Domiciano Cavem (33), Mário Coluna (50) e o ‘rei’ Eusébio (63, de grande penalidade, e 69) marcaram os tentos que permitiram ao Benfica revalidar o título conquistado em 1960/61 face ao FC Barcelona (3-2, em Berna).
Pelo Real Madrid, e como hoje, um jogador apenas fez as despesas goleadoras, então o categorizado avançado magiar Ferenc Puskás, que conseguiu um ‘hat-trick’, ‘selado’ aos 18, 23 e 40 minutos.
Depois desse sucesso, o Benfica esteve muitas vezes perto de chegar ao terceiro cetro, mas nunca o conseguiu, como em 1964/65, época em que, nos ‘quartos’, teve mais um memorável confronto com o Real Madrid, que resolveu no primeiro jogo.
Em 26 de fevereiro de 1965, na antiga Luz, o Benfica esteve imparável e goleou os madrilenos por 5-1, com golos de José Augusto (nove minutos), Eusébio (12 e 25), António Simões (75) e Mário Coluna (87), contra um de Amâncio Amaro (58).
Os ‘encarnados’ praticamente garantiram as ‘meias’, com o Real ainda a adiantar-se na segunda mão, em 17 de março, com um tento de Ramón Grosso, aos 10 minutos, mas com Eusébio a igualar e sentenciar o apuramento, aos 40. Na segunda parte, aos 70, Puskás voltou a marcar ao Benfica, mas tudo estava resolvido.
Curiosamente, o Benfica jogaria a final com o Inter Milão, em pleno San Siro, perdendo por 1-0, sendo que os italianos, pelos quais José Mourinho se sagrou campeão europeu em 2009/2010, são agora o outro possível adversário do Benfica no play-off de acesso aos ‘oitavos’. O sorteio de sexta-feira decide.

Inacreditável. Trubin é a cara do milagre e Benfica vai ao playoff
No Estádio da Luz, em Lisboa, o Benfica fez a sua parte e venceu na receção ao Real Madrid, por 4-2, depois de ter estado a perder. Os anjos estiveram alinhados e o ucraniano foi o herói.
Rodrigo Querido | 22:03 – 28/01/2026