Superliga chinesa de futebol arranca com clubes penalizados

Nove das equipas sancionadas competem na Superliga (CSL), o principal escalão do futebol na China, e quatro na Liga Um, a segunda divisão.

 

As sanções foram divulgadas numa conferência de imprensa conjunta da Administração Geral de Desportos, do Ministério da Segurança Pública e da Associação Chinesa de Futebol (CFA), em Pequim, marcando o encerramento da fase disciplinar de uma campanha lançada contra práticas ilícitas no setor.

Na Superliga, o Shanghai Port — atual campeão — começará a época com uma dedução de cinco pontos, tal como o Wuhan Three Towns, o Zhejiang Professional e o Beijing Guoan. Todos foram ainda multados com valores entre 400 mil e um milhão de yuan (entre 58.000 e 120.000 euros), consoante a gravidade das infrações.

O Shandong Taishan e o Henan FC arrancarão com menos seis pontos, enquanto o Qingdao Hainiu começará com sete pontos negativos. O Tianjin Jinmen Tiger e o Shanghai Shenhua receberam a penalização mais severa: uma dedução de dez pontos.

Alguns destes clubes contam com jogadores portugueses nos plantéis, como Guga Rodrigues e Fábio Abreu (com dupla nacionalidade portuguesa e angolana), no Beijing Guoan, e Wilson Manafá, no Shanghai Shenhua. O Henan FC é treinado pelo português Daniel Ramos.

Em contraste, equipas como o Chengdu Rongcheng, Qingdao West Coast, Shenzhen Peng City e o Yunnan Yukun não sofreram qualquer penalização, o que lhes confere uma vantagem competitiva logo desde a primeira jornada.

Na Liga Um, foram sancionados o Meizhou Hakka, Changchun Yatai, Suzhou Dongwu e Ningbo Professional, com deduções entre três e quatro pontos e coimas até 200 mil yuan (cerca de 24.000 euros).

Além das penalizações aos clubes, a federação chinesa anunciou a expulsão vitalícia de 73 pessoas ligadas ao futebol, incluindo o ex-presidente da CFA, Chen Xuyuan, e o antigo selecionador nacional Li Tie, ambos condenados judicialmente.

Outras três pessoas foram suspensas por cinco anos por infrações graves da disciplina desportiva, apesar de não terem sido alvo de processos judiciais.

Segundo a CFA, todas as decisões tiveram por base documentos das autoridades policiais e judiciais e estão em conformidade com o código disciplinar da federação e a legislação desportiva em vigor, com o objetivo de “salvaguardar a integridade da competição”.

A conferência de imprensa representou a segunda atualização pública da campanha anticorrupção iniciada em novembro de 2022. A primeira ocorreu em setembro de 2024, quando já tinham sido anunciadas sanções contra 61 pessoas e 41 clubes.

As autoridades consideram agora encerrada a fase sancionatória, num momento em que o futebol na China passa por uma profunda reestruturação institucional, visando recuperar a credibilidade do sistema após vários anos marcados por escândalos.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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