Três deslocados e sete desalojados na Lourinhã desde 28 de janeiro

Desde 27 de janeiro, o número de deslocados é de três e de desalojados sete, afirmou à agência Lusa António Gomes, responsável pela Proteção Civil, acrescentando que duas pessoas foram retiradas de duas casas no bairro social da Atalaia, “por causa de infiltrações e porque o telhado voou”, ficando sem condições de habitabilidade.

 

Um outro homem foi retirado de uma casa no Casal Lourim, onde “chovia e havia infiltrações por todo o lado”, disse.

Estas três pessoas foram realojadas na Pousada da Juventude da Praia da Areia Branca ou numa habitação arrendada pelo município na Atalaia.

Uma outra moradora já tinha sido realojada em casa de familiares por a habitação onde vive, também no Casal Lourim, estar em risco, na sequência do avanço do deslizamento de terras ocorrido na estrada nacional (EN) 8-2.

“No Casal Lourim, uma casa está em risco junto à Estrada Nacional 8-2, cujo piso abateu e se encontra cortada. A moradora teve de sair para casa de familiares e retirar os seus bens”, afirmou o autarca.

O deslizamento de terras, que levou ao abatimento parcial da via na semana passada, agravou-se, o que levou a Proteção Civil a cortar a estrada, um dos principais acessos à vila da Lourinhã, no distrito de Lisboa.

Segundo o autarca, a empresa Infraestruturas de Portugal iniciou os “trabalhos preparatórios para a obra” de estabilização do talude da estrada, intervenção que pode estar em causa pela continuidade das condições atmosféricas adversas.

Entre as principais vias cortadas, destaca-se a EN 8-2 no Casal Lourim, a EN 361-1, na freguesia de Miragaia, devido a inundações e a um “grande deslizamento de terras a ocupar uma das faixas de rodagem”.

Também a estrada nacional 247 está condicionada, estando a ocorrer circulação alternada entre o Seixal e a vila da Lourinhã, por causa de um outro deslizamento de terras.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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