O dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional (AMN) removeu este sábado cerca de quatro toneladas de destroços das estradas em Leiria, numa altura em que mantém o apoio à população afetada pelas diversas depressões e pelas cheias.
Em comunicado conjunto enviado às redações, é descrito ainda que foram resgatadas oito colmeias com um total de 40 mil abelhas na zona de São Martinho da Árvore, em Coimbra, “além das ações de recuperação de infraestruturas e sistemas e das ações de transporte diário que servem de apoio a milhares de habitantes das zonas mais afetadas”.
Até ao momento, os elementos da Marinha e da AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 8.500 quilómetros em ações de reconhecimento.
Nesse percurso, já resgataram mais de 280 pessoas “através das embarcações prontas e posicionadas para apoio imediato à população” e já removeram mais de 430 toneladas de detritos fluviais.
Até agora, também já efetuaram o reconhecimento de mais de 220 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, já repararam e apoiaram mais de 335 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, e já realizaram 309 ações de apoio a equipamentos de produção de energia.
Os elementos da Marinha e da AMN já auxiliaram também 403 animais, 60 embarcações no rio Guadiana, e já efetuaram 34 ações de transporte de comida para animais, através de embarcações, com um total de mais de 11 toneladas já transportadas.
Estes elementos apoiaram ainda no “esgoto de água em zonas inundadas em Alcácer do Sal, por parte de elementos do Direção de Combate à Poluição do Mar (DCPM)”.
A Marinha mantém 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente:
- Quatro botes para atuar no rio Lis, em Leiria;
- 16 botes e duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC) para atuar no rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure;
- Oito botes para atuar no rio Tejo, posicionados em Tancos;
- Cinco botes para o rio Sorraia, posicionados em Salvaterra de Magos;
- Cinco botes posicionados na Base Naval de Lisboa;
- Oito botes para atuar no rio Sado, em Alcácer do Sal (dois emprestados aos Bombeiros Voluntários de Alcácer);
- Um bote para atuar no rio Arade, em Portimão.
A Marinha e AMN têm atualmente empenhados “cerca de 530 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 71 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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