Pedido demissão de Leão foi feito ontem e não após “nenhum artigo”

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, salientou, esta quarta-feira, que o partido “faz sempre o esforço de tentar encontrar as melhores respostas para garantir uma sociedade mais segura”, numa reação às declarações do antigo líder António Costa, que criticou a posição do autarca de Loures, Ricardo Leão, que apresentou hoje a demissão do cargo, depois de ter defendido o despejo “sem dó nem piedade” de inquilinos de habitações municipais que tenham participado nos distúrbios que ocorreram na Área Metropolitana de Lisboa.

 

“O PS faz sempre o esforço de tentar encontrar as melhores respostas para garantir uma sociedade mais segura, e sabemos que as sociedades mais seguras são as sociedades mais coesas e com menor desigualdade social”, começou por dizer o responsável, em declarações à imprensa.

Na ótica do socialista, isto “implica, desde logo, que o país tenha um compromisso sério com a integração e inclusão de comunidades que, na realidade, em grande parte se sentem abandonadas pelo poder político”.

“Queremos assegurar uma proximidade entre a polícia e as comunidades, os bairros. Não queremos que quem vive nos bairros da Área Metropolitana de Lisboa olhe para a Polícia de Segurança Pública (PSP) como adversária”, complementou.

O responsável assinalou que a polícia “trabalha com a comunidade, há uma relação de proximidade que é boa para a população, mas é também boa para o trabalho que a PSP desenvolve”, justificando, por isso, o apoio deste policiamento, que descreveu como “o caminho para termos uma polícia […] mais capaz de conseguir dar resposta aos fenómenos de criminalidade”.

“Na segunda-feira, fui muito claro sobre os valores e os princípios do PS. […] Todos os eleitos do PS estão comprometidos com a lei, com a Constituição, com o objetivo da reinserção social e com os princípios do humanismo, do respeito pelo outro e da empatia”, disse.

Ainda que tenha considerado que as declarações de Ricardo Leão foram “erradas”, Pedro Nuno Santos escusou-se, contudo, a fazer “julgamento em praça pública de eleitos pelo PS”.

O socialista revelou ainda que o pedido de demissão do presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) foi feito ontem e “não na sequência de nenhum artigo”.

“Se há político em Portugal que não é tático sou eu”, disse.

O secretário-geral considerou que “o artigo não tem nenhum novo argumento face àquilo que eu disse na segunda-feira”, havendo “sintonia total”.

“Obviamente que há um conjunto de outras reflexões que não têm nada que ver com a declaração que o presidente da Câmara Municipal de Loures fez”, disse.

[Notícia em atualização]

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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