Ministra alemã alerta para risco de Rússia aproveitar transição nos EUA

“Não temos tempo para esperar pela primavera”, justificou Annalena Baerbock durante uma conferência de imprensa em Berlim, citada pela agência francesa AFP.

 

Baerbock referia-se ao período de transição entre as eleições de 05 de novembro e a posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos, em 20 de janeiro.

‘Agora é o período de transição que [o Presidente russo Vladimir] Putin sempre esperou em relação ao resultado das eleições nos Estados Unidos”, disse Baerbock, dos Verdes alemães.

A mensagem de Baerbock é dirigida tanto à União Europeia (UE) como à Alemanha, onde existe incerteza sobre a data das eleições antecipadas, na sequência da rutura da coligação do chanceler Olaf Scholz na semana passada.

Tudo o que a Europa pode contribuir para apoiar a Ucrânia “deve ser mobilizado agora”, disse a ministra, insistindo no reforço da defesa aérea do país, que se encontra numa “fase decisiva” da guerra travada pela Rússia.

Baerbock disse que, pouco antes das eleições norte-americanas, Kyiv sofreu ataques de ‘drones’ como nunca e a guerra atingiu uma nova dimensão.

“Agora, é uma guerra aérea total”, afirmou.

Baerbock disse que a própria Alemanha tem de ser capaz de aumentar as despesas orçamentais com Kyiv para “cobrir, pelo menos, as necessidades essenciais da defesa ucraniana”, especialmente contra ‘drones’.

“Para além das medidas a nível europeu, precisamos agora de mais recursos financeiros no orçamento”, disse, no que foi interpretado como um apelo para abrir uma exceção à regra constitucional do travão da dívida, no centro das divergências políticas na Alemanha.

O objetivo dos países da NATO de consagrar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) à defesa “já não é suficiente nos dias de hoje”, segundo Baerbock.

Para se chegar rapidamente a um acordo sobre o orçamento e eliminar a incerteza política, a ministra insistiu na necessidade de clarificar rapidamente o calendário das futuras eleições na Alemanha.

Scholz disse no domingo que estava pronto para se submeter a um voto de confiança dos deputados este ano, sem esperar até meados de janeiro, mas a oposição rejeita as condições que estabeleceu para acelerar a organização do escrutínio.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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