Portugal carimbou o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações, com uma vitória muito sofrida no Estádio do Dragão, com um triunfo por 2-1 frente à Noruega, num jogo que teve um final de muita tensão no relvado e com uma expulsão para a equipa das quinas nesta noite de domingo.
Jorge Jesus lançou três novidades para o onze titular, com João Félix, Francisco Conceição e ainda João Palhinha a entrarem para a equipa inicial, ocupando os lugares de Rafael Leão, Pedro Neto e Rúben Neves, respetivamente, dando outra frescura ao ataque e meio-campo da seleção nacional.
O encontro começou com uma Noruega a tentar fazer um brilharete no Estádio do Dragão, mas foi dos pés de Francisco Conceição que surgiu o primeiro remate da partida. Aos quatro minutos, no entanto, houve momentos de preocupação no banco de Portugal, com Schjelderup a atingir na face Nuno Mendes, que ficou a sangrar e até motivou a entrada da equipa médica sem autorização do árbitro, visto que aparentemente, o lateral do Paris Saint-Germain caiu mal e ficou muito perto de perder os sentidos.
Seguiram-se várias oportunidades da equipa das quinas, que ia crescendo na partida, com a criatividade do quinteto da frente de ataque, visto que João Palhinha ia ficando mais para trás no meio-campo, com Vitinha a subir muitas vezes no terreno.
As jogadas de entendimento começaram a ser cada vez mais evidentes, com a defesa da Noruega a ter algumas dificuldades em travar o bom futebol da seleção de Portugal, ainda que Selvik não tenha tido muito trabalho ao longo da primeira meia hora de jogo.
Ainda assim, como diz o velho ditado de que ‘quem não marca, sofre’, e a Noruega chegou a um golo quase caído do céu, e de que maneira o fez, já que Ajer aproveitou um ressalto de uma bola parada e aplicou um remate com a bola no ar para bater Diogo Costa com um arco descendente e o guardião português a esticar-se, mas a não poder fazer nada para travar o golo que quebrava o nulo, aos 36 minutos.
Mas afinal, como se responde a um golaço dos adversários? Com um da nossa autoria ainda maior. Foi isso que fez João Cancelo, com conta, peso e medida, num pontapé em estilo de ‘volley’ para atirar para o ângulo superior esquerdo da baliza de Selvik, que não teve nem 1% de hipóteses, dada a violência e a colocação do remate do jogador natural da Baixa da Banheira, no minuto seguinte ao golo sofrido.
Depois disso, houve pouca ação em frente das balizas, até que Portugal chegou ao golo da vitória aos 79 minutos, com João Félix a assistir Gonçalo Ramos, após um passe magistral de Vitinha isolar o camisola 11 da seleção nacional, com este momento a deixar a equipa qualificada para a próxima fase da competição.
No entanto, houve ainda uma expulsão infantil de Francisco Conceição, que quando ia ser substituído, demorou muito a sair e reclamou com o árbitro, vendo dois cartões amarelos em apenas dois segundos, deixando a equipa de Jorge Jesus desfalcada nos minutos finais.
O primeiro lugar ainda não está garantido, mas o mais importante foi alcançado, com Portugal a ter os quartos de final da Liga das Nações garantidos na sua caminhada para defender o título conquistado em 2025.
[Notícia atualizada às 21h45]

Jorge Jesus volta às origens. Os onzes iniciais para o Portugal-Noruega
Pontapé de saída do duelo entre Portugal e Noruega está agendado para as 19h45 (horário de Portugal Continental) deste domingo, no Estádio do Dragão, a contar para a quarta jornada da Liga das Nações.
Davide Rodrigues Araújo | 18:22 – 04/10/2026