Um porta-voz do Departamento de Estado adiantou à agência EFE que os serviços consulares foram retomados normalmente um dia após a primeira volta das eleições, em que o candidato Flávio Bolsonaro obteve uma vantagem de dois pontos percentuais sobre o Presidente Lula da Silva, com quem vai disputar a segunda volta em 25 de outubro.
“A administração Trump não tem maior prioridade do que a segurança dos americanos”, afirmou a mesma fonte.
Na sexta-feira, dois dias antes das eleições, os EUA suspenderam os seus serviços consulares no Brasil, justificando essa medida “por motivos de segurança”.
“Os cidadãos norte-americanos que necessitem de assistência de emergência durante este período não se devem deslocar à embaixada, aos consulados nem a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos”, escreveu num comunicado a missão norte-americana no Brasil na sexta-feira.
No mesmo dia, a Polícia Federal brasileira cumpriu preventivamente dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e na região metropolitana de Brasília para investigar alegadas ameaças contra alvos americanos.
Posteriormente, adiantou que, até então, não tinha encontrado provas que corroborassem a existência de ameaças contra instalações diplomáticas dos EUA no país.
Na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras, realizadas no domingo, o candidato Flávio Bolsonaro obteve 47,14% dos votos e o atual chefe de Estado, Lula da Silva, ficou com 45,03%.
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