O atual presidente da Ordem dos Arquitetos, Avelino Oliveira, foi reeleito esta noite para novo mandato, a cumprir no triénio 2027-2029, com 86,77% dos votos, segundo o resultado eleitoral publicado na página da organização.
Avelino Oliveira encabeçava a Lista A – Fazer o Futuro, numa candidatura a todos os órgãos nacionais e regionais da Ordem dos Arquitetos, e obteve 5639 votos, correspondentes a 86,77% da votação, segundo os resultados divulgados esta noite, obtendo a eleição dos órgãos nacionais e a liderança de seis das sete secções regionais.
A Lista B – Arquitetos pelo Algarve, candidata aos órgãos regionais algarvios e à Assembleia de Delegados pelo respetivo círculo territorial, obteve 333 votos, contra 266 da Lista A, conquistando 53,97% da votação na secção regional e a sua liderança, assim como o representante do Algarve na Assembleia de Delegados.
As eleições para a Ordem dos Arquitetos decorreram por voto eletrónico desde a passada segunda-feira, tendo encerrado na noite de sexta-feira, com um número total de 6.499 participantes, num universo de cerca de 23 mil inscritos na Ordem dos Arquitetos, com capacidade eleitoral, por estarem em atividade na profissão.
Em entrevista à agência Lusa, esta semana, num balanço do primeiro mandato, Avelino Oliveira considerou que a profissão vive um momento de “grandes desafios”.
“Estamos concentrados […] nos principais problemas do país, visto que essas são as matérias mais relevantes de todas”, disse à Lusa, na passada quarta-feira.
Entre as áreas de intervenção que considerou essenciais, estão a promoção e divulgação cultural da arquitetura, a valorização da qualidade arquitetónica e a participação dos arquitetos nos projetos e decisões mais relevantes para o país, nomeadamente na área da habitação.
A defesa e valorização das carreiras, tanto no setor privado como no público, e uma maior regulação da profissão foram igualmente prioridades apontadas pelo presidente da ordem agora reeleito, que defende um contributo mais forte dos arquitetos para o interesse público e para o desenvolvimento urbano.
Entre os desafios que identifica para o setor estão também as mudanças na legislação e no modelo de funcionamento do setor da construção.
Avelino Oliveira defendeu a necessidade de “reduzir burocracia, reforçar o respeito pela regulação e promover uma maior compreensão do valor dos serviços prestados pelos arquitetos, incluindo uma remuneração adequada e sustentável”.
A internacionalização da arquitetura portuguesa foi outro dos eixos apontados.
Sobre o balanço do mandato 2023-2026, mostrou-se satisfeito por ter aumentado o nível de participação dos membros na Ordem dos Arquitetos. “Temos efetivamente uma política de proximidade, com uma presença constante em todo o território e uma preocupação com os assuntos mais prementes da profissão”, afirmou.
“Vivemos tempos muito complexos”, avaliou no termo da entrevista, defendendo que o trabalho dos arquitetos é relevante para a qualidade das cidades, dos edifícios e do território, e apesar de reconhecer que “persistem atropelos e problemas nos processos de intervenção territorial, cabe à Ordem contribuir para o interesse público”.
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