Marco Silva irá cumprir, pelas 20h15 (hora de Portugal Continental) da próxima segunda-feira, no Estádio da Luz, perante o Alverca, aquele que será o 20.º jogo no comando técnico do Benfica, e a verdade é que, pelo menos, até ao momento, os adeptos não têm qualquer motivo para ‘chorar’ a saída de José Mourinho para o Real Madrid.
Feitas as contas, com o lisboeta ao leme, os encarnados venceram 79% das partidas efetuadas (15 em 19), empataram 10,5% e perderam outras 10,5% (duas em 19, em ambos os casos), números em muito superiores aos do antecessor, que apresentou um registo de 60% de triunfos (27 em 45), 22,2% de igualdades (10 em 45) e 17,8% de desaires (8 em 45).
Com Marco Silva, as águias apresentam, ainda, uma média de 2,95 golos marcados por jogo (já lá vão 59), o que lhes vale o melhor ataque, não só da I Liga, como também da Liga Europa. Com o Special One, essa média era substancialmente inferior, de 1,91 tentos por partida (foram 86 nas 45 efetuadas no cargo).
Aliás, o sadino só ganha mesmo no capítulo defensivo… mas por muito pouco, visto que, sob as suas ordens, a formação sediada no Estádio da Luz sofria, em média, 0,87 golos por jogo (39 em 45), registo que aumentou para os 0,89 (17 em 19), desde que o antigo treinador do Fulham chegou para o seu lugar.
Na I Liga, recorde-se, José Mourinho não sofreu qualquer derrota, tendo partido com uma média de 2,3 pontos por jogo (20 vitórias e dez empates). Marco Silva, por seu lado, já ‘tombou’ perante o FC Porto (no Estádio do Dragão, por 3-1), mas também aqui vai saindo por cima, visto que a sua é de 2,4 pontos por jogo (nove vitórias, um empate e uma derrota).
Nos restantes capítulos, a comparação é… impossível. Isto porque, ao contrário do atual treinador do Benfica, o antecessor disputou a Liga dos Campeões, e não a Liga Europa. Além disso, conduziu as águias rumo às meias finais da Taça da Liga e aos quartos de final da Taça de Portugal, provas que ainda mal começaram, na época desportiva de 2026/27.
Marco Silva desbloqueou o ataque do Benfica
A jogar a seu favor, Marco Silva tem, ainda, o facto de ter assente o sucesso do Benfica, acima de tudo, sobre jogadores que, apesar de já estarem no Estádio da Luz, não foram capazes de ter o mesmo impacto, com José Mourinho. O caso mais visível é o de Gianluca Prestianni, que, aos 20 anos de idade, está já a rubricar a melhor temporada da carreira.
Feitas as contas, o internacional argentino soma dez golos e seis assistências ao cabo de 17 jogos, sendo um dos principais ‘culpados’ pelo bom momento que os encarnados vivem, juntamente com elementos como Vangelis Pavlidis (17 golos e quatro assistências em 17 jogos) ou Rafa Silva (cinco golos e duas assistências em 17 jogos).
‘Revolução’ condiciona a defesa
A quantidade de golos sofridos pelo Benfica, até ao momento, pode explicar-se, em grande parte, com a saída de Nicolás Otamendi (para o River Plate, a ‘custo zero’) e António Silva (para o Bournemouth, por 25 milhões de euros), que obrigaram Marco Silva a reestruturar este setor à volta do reforço de verão Clément Lenglet e do ‘menino da casa’ Tomás Araújo.
Pelo meio, o lisboeta optou, ainda, por relegar o até agora titular indiscutível, Anatoliyi Trubin, ao banco de suplentes, em detrimento de Samuel Soares, que, aos 24 anos de idade, vive o melhor momento da carreira, o que já lhe valeu, inclusive, uma chamada à principal seleção de Portugal, pela ‘mão’ de Jorge Jesus.
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