A crise de resultados desportivos do Manchester United conheceu, este sábado, um novo capítulo, com a derrota sofrida na deslocação a Stamford Bridge, perante o Chelsea, por 2-0, que ampliou para nove o número de partidas consecutivas nas quais não foi capaz de conquistar uma única vitória, em todas as competições.
Morgan Rogers e Cole Palmer (este último, na conversão de uma grande penalidade, na sequência de uma cotovelada de Lisandro Martínez a Wesley Fofana, que lhe valeu o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho) marcaram os golos que decidiram o duelo da nona jornada da Premier League, e que deixaram Michael Carrick numa situação ainda mais delicada.
De acordo com informações adiantadas, já este domingo, pelo portal norte-americano The Athletic, neste momento, a demissão do treinador é encarada pela estrutura dos red devils como uma mera questão de tempo, devendo ocorrer já na próxima pausa para compromissos internacionais, após os jogos com AS Roma (para a Liga dos Campeões) e Aston Villa (para o campeonato inglês).
Aliás, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva britânica TNT Sports, o sucessor do português Ruben Amorim (que se encontra, atualmente, ao leme do AC Milan) foi questionado se se via a orientar a equipa, na próxima terça-feira, em Old Trafford, e respondeu de forma perentória: “Sim (…). Agora, estou apenas ansioso por preparar os rapazes para o jogo do meio da semana”.
Bruno Fernandes à beira das lágrimas
Bruno Fernandes regressou ao onze inicial, depois de ter sido ‘castigado’, no fim de semana anterior (na pesada derrota sofrida na receção ao Bournemouth, por 0-3), por ter apontado publicamente Michael Carrick como o principal culpado pelo desaire sofrido na visita ao Como, para a Liga dos Campeões, por 4-1.
O internacional português envergou a braçadeira de capitão e alinhou durante os 90 minutos, mas não assinou uma exibição, de todo, feliz. Ainda assim, quando o árbitro inglês Peter Bankes fez soar o apito final, fez questão de se dirigir aos adeptos do Manchester United, agradecendo-lhes pela maneira como apoiaram a equipa, em Stamford Bridge.
As câmaras da transmissão televisiva captaram, de resto, imagens que o mostraram visivelmente emocionado, e, mais tarde, quando compareceu perante os jornalistas, o próprio treinador aplaudiu a sua atitude: “O Bruno é um grande jogador. Ele dá-nos muitas coisas, vocês sabem, com a experiência dele”.
“Ele tem passado por muito, aqui, e alcançou muitas coisas. Ele demonstrou aquilo que pode acrescentar à equipa, por isso, é uma parte importante da equipa, para nós, e eu penso que ele teve um bom equilíbrio, hoje. Nós temos uma boa equipa, e os rapazes estão ansiosos por seguirem em frente”, asseverou.
Adeptos ‘viram-se’ contra Jim Ratcliffe e os Glazers
Desta feita, a ira dos adeptos do Manchester United foi dirigida, sobretudo, para os proprietários do clube, pelo que, ao longo dos 90 minutos, foi possível ouvir cânticos como ‘Tal como os Glazers, o Jim Ratcliffe é um co***”, “Enfiem o vosso novo estádio pelo c* acima” ou “Vendam o Manchester United e fo***-se para casa”.
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