Metsola transmitiu à Geórgia empenho do PE nas ambições europeias

“Conversei há pouco com a Presidente Salome Zurabishvili. População georgiana: nós conhecemos as vossas aspirações, conseguimos ver as bandeiras da UE a esvoaçar, conseguimos ouvir-vos. O PE continua empenhado em apoiar a Geórgia no seu futuro na União”, escreveu Roberta Metsola da rede social X (antigo Twitter).

 

A Geórgia tem protagonizado, nas últimas semanas, um braço de ferro entre o Ocidente e a Rússia, com milhares de pessoas a saírem, noite após noite, para as ruas para protestar. Primeiro por causa dos resultados das eleições legislativas e agora pela decisão do Governo de suspender as negociações para adesão à União Europeia.

O partido atualmente no poder, o Sonho Georgiano, que era inicialmente pró-Ocidente, assumiu, em 2021, uma posição cada vez mais pró-Moscovo e, em agosto passado, adotou uma lei muito parecida com a legislação russa sobre agentes estrangeiros, que serve basicamente para sancionar todos os opositores ao regime.

No mês seguinte, aprovou a Lei sobre Valores da Família e Proteção de Menores, que proíbe a propaganda de relações não tradicionais, casamentos entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais homossexuais.

Estas reformas legislativas confirmaram a Bruxelas que o Sonho Georgiano decidiu aproximar-se de Moscovo, mesmo pondo em causa o outro sonho georgiano: o de entrar para o clube dos 27.

A lei não foi promulgada pela Presidente, a europeísta Salomé Zurabishvili, mas o parlamento confirmou-a e acabou por entrar em vigor, deixando todas as peças do xadrez em alerta.

Ainda antes das eleições, já milhares de pessoas se manifestavam nas ruas empunhando cartazes a pedir a adesão à União europeia, enquanto o Sonho Georgiano publicava vídeos nas redes sociais com imagens da destruição na Ucrânia, numa insinuação ao que a Geórgia podia esperar se continuasse rumo ao Ocidente.

O braço de ferro “explodiu” finalmente a 26 de outubro, dia das eleições legislativas quando, após confrontos e atos violentos, a oposição pró-europeia reivindicou vitória, mas a televisão estatal anunciou oficialmente a vitória do Sonho Georgiano.

Entre acusações de fraude, denúncias de pressões russas por observadores internacionais e pedidos de investigações independentes, milhares de pessoas protestavam contra a vitória de partido pró-russo, envolvendo-se em confrontos com a polícia.

Um mês depois das eleições, a 28 de novembro, o primeiro-ministro decidiu suspender as negociações com a UE até ao final de 2028 e os protestos exacerbaram-se radicalmente.

Durante várias noites, foram feitos bloqueios, ameaças e centenas de detidos até que o Governo acabou por declarar os protestos ilegais, reprimindo-os com uma violência que levou a UE a admitir aplicar sanções ao país.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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