Montenegro reitera: “Nunca decidi nada em conflito de interesses”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reagiu esta quinta-feira à notícia do jornal Expresso, que indica que a empresa detida pela sua mulher e os filhos do primeiro-ministro, a Spinumviva, recebe uma avença mensal de 4.500 euros do grupo de casinos e hotéis Solverde.

 

“Nunca decidi nada em conflito de interesses com qualquer atividade profissional e qualquer interesse particular que estivesse em causa do exercício profissional das minhas funções. Nunca. Nunca aconteceu nem nunca acontecerá”, disse em declarações aos jornalistas, antes do encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Porto.

O primeiro-ministro adiantou ainda que convocou um Conselho de Ministros extraordinário para amanhã, sábado, e comunicará ao país as suas “decisões pessoais e políticas sobre esta matéria”, pelas 20h00.

Luís Montenegro fez questão de “deixar muito claro” que a Spinumviva é “uma empresa que presta serviços” e tem “colaboradores que diariamente interage com clientes”. 

Reiterou também, à semelhança do que fez do debate sobre a moção de censura na Assembleia da República, que não tem “problema em que sejam revelados os clientes da empresa”, mas considerou que “devem ser os próprios a tomar essa iniciativa”.

Sublinhe-se que o grupo de casinos e hotéis Solverde, sediado em Espinho, revelou ao semanário Expresso que paga à empresa detida pela mulher e os filhos do primeiro-ministro, Spinumviva, uma avença mensal de 4.500 euros desde julho de 2021, por “serviços especializados de ‘compliance’ e definição de procedimentos no domínio da proteção de dados pessoais”.

O acordo entre a Spinumviva e a Solverde foi assinado seis meses após a constituição da empresa agora detida pela mulher e os filhos de Montenegro, em julho de 2021.

De acordo com o Expresso, Luís Montenegro trabalhou para a Solverde entre 2018 e 2022, representando o grupo nas negociações com o Estado que resultaram numa prorrogação do contrato de concessão dos casinos de Espinho e do Algarve.

Esse contrato de concessão chega ao fim em dezembro deste ano e haverá uma nova negociação com o Estado, acrescenta o semanário.

O gabinete do primeiro-ministro acrescentou ao Expresso: “Como sempre, e como acontece com qualquer outro membro do Governo, o primeiro-ministro pedirá escusa de intervenção em todos os processos em que ocorra conflito de interesses.”

[Notícia em atualização]

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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