Macron responde a Trump: “Se alguém brinca à III Guerra Mundial é Putin”

O presidente francês, Emmanuel Macron, respondeu à acusação que o homólogo norte-americano, Donald Trump, fez ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que estava a “brincar com a III Guerra Mundial” e sublinhou que o único líder a “brincar” com a possibilidade desse conflito é o presidente da Rússia.

 

“Se alguém está a brincar à III Guerra Mundial chama-se Vladimir Putin. Foi ele que lançou a guerra já há três anos, fez vir três mil soldados norte-coreanos para o solo europeu, ajudou os iranianos com os programas nucleares para lutarem contra os europeus e talvez tenha implicado a China. Se há alguém culpado estará mais do lado de Moscovo e não de Kyiv“, defendeu Macron, em entrevista à RTP.

Questionado sobre se a Europa pode continuar a confiar nos Estados Unidos, perante a imprevisibilidade de Trump e as ameaças através de tarifas, Macron disse apenas desejar que os “Estados Unidos continuem a estar do lado da história e dos seus próprios princípios”.

“Há vontade de liberdade do povo americano e sempre estivemos, com os Estados Unidos, do lado da liberdade. Tivemos muita sorte, porque os EUA apoiaram-nos após a II Guerra Mundial e, depois, criámos a Aliança Transatlântica para proteger o nosso solo. É legítimo que ponham em primeiro os interesses norte-americanos, não tem nada a ver com o presidente Trump. Tínhamos de ter acordado mais cedo“, respondeu o presidente francês.

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Europa teve “acordar cruel” para a necessidade de investir em segurança

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Cátia Carmo | 17:12 – 28/02/2025

Já em jeito de rescaldo da visita de Estado a Portugal, que durou dois dias e terminou esta sexta-feira, Macron considerou que foi um “momento importante” num período em que o mundo está “tão abalado”.

“Assinámos um tratado de amizade entre dois países que se apreciam e conhecem bem. Temos cerca de um milhão de portugueses a viver em França e também muitos franceses a viver aqui. Assinámos vários acordos, em vários domínios económicos, e chegámos a uma grande convergência política. Num momento em que o mundo está tão abalado, ter dois países tão próximos, que analisam a visão da Europa, também é muito importante”, acrescentou.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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