O arquiteto chinês Liu Jiakun, de 69 anos, conquistou, esta terça-feira, o anual Prémio Pritzker de Arquitetura, a mais alta distinção da área, por trabalhos que celebram “a vida dos cidadãos comuns”.
Liu, que vive em Chengdu, no sudoeste da China, explicou, citado pela agência de notícias AP, que o objetivo do trabalho que desenvolve “é criar um ambiente de vida belo, justo e digno”, que tenta equilibrar as necessidades comerciais com as necessidades humanas do público.
A organização do Pritzker, em comunicado, afirmou que o arquiteto “defende o poder transcendente do ambiente construído através da harmonização das dimensões culturais, históricas, emocionais e sociais, utilizando a arquitetura para forjar a comunidade, inspirar compaixão e elevar o espírito humano”.
O chinês é conhecido por criar zonas públicas em cidades altamente povoadas, onde há poucos espaços públicos, criando “uma relação positiva entre densidade e espaço aberto”.
É referida, na mesma nota, a West Village, uma das obras de Liu Jiakun, em Chengdu. Um projeto de cinco andares, terminado em 2015, e que inclui trajetos para ciclistas e peões em redor da “sua própria cidade, vibrante de atividades culturais, desportivas, recreativas, escritórios e de negócios, permitindo ao público ver os ambientes naturais circundantes”.
“Muitos arquitetos usam um estilo pessoal e uma forma forte para se imporem no mundo. Não importa onde estejam, as pessoas podem dizer imediatamente que o seu trabalho tem um simbolismo muito forte, mas não sou esse tipo de arquiteto. Não quero ter um estilo muito claro ou óbvio que possa ser reconhecido como meu apenas num relance”, acrescentou Liu Jiakun à Associated Press.
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