“A CDU cresceu em número de votos, cresceu em percentagem, não elegeu por 65 votos. E, portanto, eu não quero ficar à beira nas eleições legislativas [de maio] mas a realidade é esta: subimos em percentagem, subimos em votos, arrumámos de vez com aquela teoria de que era irreversível o crescimento da CDU, pelo contrário, o que estas eleições demonstram é que não só não é irreversível, como é possível crescer e avançar”, argumentou Paulo Raimundo.
O líder dos comunistas falava na sede nacional do partido, em Lisboa, em declarações emitidas pela RTP3, após ser interrogado sobre se o resultado nas eleições para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira pode ter uma leitura nacional para as legislativas antecipadas de 18 de maio.
“Por 65 votos não voltámos a eleger, mas honraremos os votos que nos foram depositados e com a força que o povo nos deu para continuar a trabalhar. Só desse ponto de vista, só posso tirar conclusões positivas, quer da campanha, quer do resultado eleitoral”, respondeu Paulo Raimundo.
O PSD venceu as regionais de hoje na Madeira, com 43,43% dos votos e 23 mandatos, enquanto o Juntos Pelo Povo (JPP) passou a segunda força política, com 21%, e o PS caiu para terceiro, com 15,6%.
O Chega conseguiu 5,47%, o CDS-PP 3,0% e a Iniciativa Liberal 2,17%, segundo os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna – Administração Eleitoral.
O PAN não conseguiu manter a deputada que tinha no parlamento, e o BE e a CDU continuaram sem conseguir regressar.
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