Almada apela: População deve afastar-se dos locais em risco de derrocadas

Numa mensagem deixada na sua página na rede social Facebook, a autarquia de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que os terrenos estão saturados pela precipitação intensa que se tem verificado pelo que “ultrapassar as barreiras colocadas pelas forças de autoridade pode colocar pessoas em risco desnecessário”.

 

“Apesar do desagravamento meteorológico que se verifica no dia de hoje, pede-se à população que se mantenha afastada dos locais interditos pelas autoridades de Segurança e Proteção Civil, nomeadamente a zona de Porto Brandão, a Azinhaga dos Formozinhos, e as arribas e pontões da Costa de Caparica”, escreveu a autarquia.

A Câmara Municipal de Almada adiantou que estão a decorrer trabalhos técnicos e de análises de risco em alguns pontos do concelho.

Na sequência das tempestades que assolaram o território português, o município de Almada tem sido afetado por vários deslizamentos de terra nas arribas, o que levou as autoridades a evacuar Porto Brandão e a Azinhaga dos Formozinhos.

No concelho mais de 500 pessoas estão desalojadas, das quais pelo menos 160 foram alojadas pela Câmara Municipal em várias unidades hoteleiras locais.

A presidente da autarquia, Inês de Medeiros, anunciou na sexta-feira que está a ultimar o pedido para enviar ao Governo para que decrete situação de calamidade no concelho.

Segundo a autarca, “isto não é uma resposta de um dia para o outro” e é preciso um plano mais alargado para toda a arriba fóssil da Costa de Caparica, tendo em conta também a necessidade de acolher as pessoas.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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