O banco central do Paraguai assumiu hoje o controlo de um banco que esteve ligado ao presidente do país, Santiago Pena, que teve um resultado imediato que foi impedir o acesso imediato de milhões de depositantes ao seu dinheiro.
O Ueno Bank, confrontado com uma situação de insolvência, foi colocado sob tutela para “proteger os depositantes e a estabilidade do sistema financeiro”, segundo um comunicado do banco central.
Santiago Pena, presidente desde 2023, possuiu até 2025 ações da empresa de controlo (‘holding’) desta entidade bancária.
O Ueno Bank é um dos bancos mais populares do país pela sua estratégia digital, onde o estatal Instituto de Previsão Social (IPS) investiu 380 milhões de dólares, que acolhe também os depósitos de 32 mil reformados.
A decisão foi divulgada depois de pedidos de peritos e congressistas para conhecer a situação da entidade, onde também estão depositados recursos de entidades oficiais, como a Administração Nacional de Eletricidade (Ande) e barragem binacional de Itaipú.
No comunicado, o banco central anunciou que decidiu “por unanimidade” iniciar “o procedimento de resolução do Ueno bank, depois de constatar uma insuficiência no seu índice se solvência abaixo dos 50% do mínimo requerido”.
O procedimento prevê a designação de inspetores da Superintendência de Bancos e a ativação dos mecanismos do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), que cobre até 75 salários mínimos [228,3 milhões de guaranies (38.622 dólares)] “por pessoa física ou jurídica e por entidade financeira”, detalhou a comunicação oficial.
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