O ministro da Defesa da Bósnia-Herzegovina, Zukan Helez, avisou que não vai tolerar a glorificação de condenados por crimes de guerra e genocídio, segundo noticia o portal bósnio ‘Politicki’.
Os dois militares despedidos tinham acabado de entrar no Exército, enquanto que os outros casos denunciados foram remetidos ao Ministério Público bósnio, explicou Helez.
Na Bósnia, glorificar criminosos de guerra e atos condenados como crimes de guerra é um crime.
Savo Minic, primeiro-ministro da República Sérvia, de maioria sérvio-bósnia e uma das duas entidades que, junto com a Federação croata e muçulmana, constituem a Bósnia-Herzegovina, denunciou que a medida representa uma “perseguição aos sérvios” nas Forças Armadas do país.
Minic, que é o candidato da formação SNSD do secessionista Milorad Dodik à presidência da República Srpska nas próximas eleições bósnias de 04 de outubro, acusou na rede social X o ministro Helez de ter como “principal preocupação semear o ódio contra o povo sérvio”.
Mladic morreu em agosto na prisão de Haia, condenado a prisão perpétua por genocídio em Srebrenica, perseguições, assassinatos, deportações e outros crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante a guerra na Bósnia-Herzegovina entre 1992 e 1995.
No início de setembro, foi enterrado em Belgrado com honras militares e exaltado como um herói, na presença de ministros sérvios e da cúpula política da República Srpska.

Bósnia expulsa diplomatas sérvios devido a funeral de Ratko Mladic na Sérvia
O ministro dos Negócios Estrangeiros bósnio anunciou hoje a expulsão de dois diplomatas da embaixada sérvia em Sarajevo, acusando Belgrado de ter “cruzado todas as linhas vermelhas” no funeral do antigo comandante sérvio-bósnio Ratko Mladic.
Lusa | 16:34 – 08/09/2026