“Estamos a fazer o levantamento, temos números que, na nossa opinião, no fim das contas, hão de superar os mil milhões de euros só na Região de Leiria”, admitiu.
O Conselho Intermunicipal da CIM da Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.
Depois do período da ordem do dia da reunião, Jorge Vala notou, em declarações aos jornalistas, que este é o número que está a ser colocado em cima da mesa.
“Os municípios têm todas as infraestruturas desportivas no chão, centenas de ruturas do sistema de abastecimento de água diariamente, redes que têm inevitavelmente de ser repostas. Grande parte das nossas infraestruturas está no chão”, indicou.
De acordo com o também presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, os dez municípios deste território debatem-se com problemas da baixa tensão (distribuição de energia elétrica), bem como com a distribuição e fornecimento de água.
“Isto tem sido dramático, temos ainda muitas captações servidas por geradores, nem sabemos bem se as bombas estão em condições e se os sistemas eletromecânicos estão em condições. Portanto, isto é um problema muito grave e que certamente terá respostas do Estado”, admitiu.
Aos jornalistas disse ainda que ouviu “com muita atenção e agrado” o primeiro-ministro, Luís Montengro, a anunciar um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas.
“Disse que ninguém vai ficar para trás e são excelentes notícias. Nós acreditamos na palavra que o Governo nos tem dado, é importante o conforto que o Governo nos tem dado: é fundamental que estas respostas aconteçam E acreditamos que podem acontecer”, concluiu.
A CIM Região de Leiria é composta pelos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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