Comissão internacional vai avaliar reforma do Ministério da Educação

“Fomos informados, da parte do senhor ministro, que vai ser criada uma comissão internacional para avaliar estas transformações”, disse Pedro Barreiros, acrescentando que o organismo será composto por especialistas para acompanhar a implementação da nova orgânica.

 

O presidente da FNE falava aos jornalistas no final de uma reunião, solicitada pela federação, sobre a reforma do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), anunciada na quinta-feira.

Atualmente com 18 entidades e 27 dirigentes superiores entre os serviços do sistema educativo não superior e do ensino superior, ciência e inovação, o MECI passará a contar com apenas sete entidades e 27 dirigentes superiores, com a integração das entidades extintas em novas entidades.

O sistema educativo não superior vai sofrer a maior redução. Das atuais oito entidades setoriais, que incluem três direções-gerais, passarão a existir duas grandes agências: o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação e a Agência para a Gestão do Sistema Educativo.

As mudanças têm gerado muitas dúvidas e, nos últimos dias, a FNE diz ter recebido vários contactos de docentes preocupados, em particular, com o futuro dos concursos, uma vez que uma das entidades extintas será a Direção-Geral da Administração Escolar.

De acordo com Pedro Barreiros, a equipa ministerial assegurou que os concursos, que passarão a ser responsabilidade da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, não vão sofrer alterações e continuarão a assentar em listas graduadas nacionais.

O presidente da FNE disse ainda que algumas das alterações terão efeitos já a partir de 01 de setembro, sem precisar, e que “a grande maioria dos responsáveis diretos” vão manter-se em funções.

Sobre a transferência de competências para as comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), Pedro Barreiros referiu que a nova figura de um vice-presidente para a Educação, responsável por acompanhar a execução, a nível regional, das políticas nacionais, vai “reportar diretamente ao ministro”.

“As CCDR terão apenas e só a capacidade de emitir pareceres, ou seja, não têm capacidade decisória, fazem o acompanhamento e fazem a emissão de pareceres, principalmente em aspetos como a rede escolar”, acrescentou, reconhecendo que estes organismo “conhecem o contexto e as necessidades”.

Questionado sobre as expectativas da FNE quanto ao impacto da nova orgânica, o dirigente sindical sublinha que se o objetivo do executivo for cumprido, com melhorias nas aprendizagens dos alunos e nas condições de trabalho dos profissionais, “não custará dar os parabéns”.

A esse propósito, reconhece que a atual dimensão do Ministério da Educação resulta, muitas vezes, em excesso de burocracia e informações contraditórias por parte dos serviços, dificuldades que espera ver atenuadas.  

“Também traz uma grande responsabilidade, porque a partir do momento em que estas reformas entrem em vigor, (…) isto responsabilizará exclusivamente a atual equipa ministerial”, alertou, por outro lado.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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