Consulados de França e Canadá abrem em Nuuk, na Gronelândia

“É um dia muito importante para nós como país, porque hoje vamos inaugurar o consulado aqui, em Nuuk, na Gronelândia”, declarou a ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Anita Anand, antes de hastear a bandeira canadiana em frente ao edifício da missão, sob os aplausos de uma delegação do povo indígena Inuit, da região de Inuit Nunangat, que compareceu para a ocasião.

 

O cônsul-geral de França, Jean-Noel Poirier, chegou também hoje a Nuuk, onde assumiu funções.

França torna-se o primeiro país da União Europeia (UE) a estabelecer um consulado geral na Gronelândia, antecipando-se aos seus parceiros do bloco comunitário.

O bloco, no entanto, já está representado na ilha, após a abertura de um gabinete da Comissão Europeia em 2024.

No passado dia 31 de janeiro, o ministro da Defesa dinamarquês, Troels Lund Poulsen, e a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, estiveram em Nuuk para uma sessão de esclarecimento aos cidadãos. 

A presença militar em Nuuk tem aumentado, no contexto da operação da NATO “Arctic Endurance”, que trouxe à região soldados dinamarqueses e europeus.

A operação é liderada pela Dinamarca e tem como objetivo aumentar a presença militar na Gronelândia e nas ilhas Faroé, ambos territórios pertencentes ao reino da Dinamarca.

Essa presença militar em Nuuk justificou a realização de uma sessão de esclarecimento aberta e com direito a perguntas dos cidadãos.

Também no final de janeiro uma delegação dinamarquesa viajou até Washington para discutir o futuro da ilha do ártico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, admitiu na ocasião ter ficado “um pouco mais otimista” sobre o futuro da Gronelândia depois do início das conversações técnicas com os Estados Unidos.

Estas conversações entre a Dinamarca, a Gronelândia e os Estados Unidos surgem depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que o seu plano não passava por anexar o território ártico à força.

Trump tem argumentado regularmente que o controlo da Gronelândia é essencial para a segurança dos Estados Unidos e acusa a Dinamarca, e de forma mais abrangente os europeus, de não protegerem adequadamente este território estratégico das ambições da Rússia e da China.

Após vários encontros de negociação entre as partes interessadas, não existem ainda resultados concretos, mas as vias diplomáticas continuam abertas.

As intenções de Trump foram fortemente criticadas por países aliados, nomeadamente pelos europeus, e gerou um intenso debate sobre a soberania e a segurança no Ártico.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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