Em declarações ao canal televisivo CNN, Tom Homan disse que o ICE vai continuar a implementar a política de rusgas à população imigrante no país, apesar das restrições pelo fecho parcial do Departamento de Segurança Interna, responsável pela tutela da controversa agência federal.
Uma das restrições previstas é a falta de fundos para pagar aos agentes do ICE.
“A missão migratória, a razão pela qual o Presidente [Donald] Trump foi eleito, continua. Temos a fronteira mais segura da história da nação. Temos números recorde de detenções e deportações que vão continuar”, disse Homan, que é apelidado regularmente como o “czar das fronteiras”.
O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), responsável pelas agências de imigração, cumpriu hoje o segundo dia de paralisação, depois de o Senado norte-americano (câmara alta do Congresso) ter chumbado, na quinta-feira, uma proposta dos republicanos de financiar aquele departamento por mais duas semanas.
Os democratas bloquearam o acordo, porque tinham anteriormente exigido medidas de supervisão para o ICE, como a proibição de prisões domiciliárias sem mandado, a exigência de que os agentes exibam identificação visível, o fim da identificação racial, o estabelecimento de uma política de uso “razoável” da força e a permissão para investigações estaduais ou locais em casos de abuso.
A administração Trump, que assumiu funções em janeiro de 2025, lançou uma operação de repressão à imigração que teve como cenário central desde dezembro passado o estado do Minnesota, no centro-norte dos Estados Unidos.
Em Minneapolis, a maior cidade do Minnesota, milhares de agentes do ICE e da Proteção de Fronteiras realizaram inúmeras rusgas, que o Governo descreveu como dirigidas a criminosos.
Um grande número de imigrantes e, por vezes, cidadãos norte-americanos, foram presos.
Dois cidadãos norte-americanos, Renee Good e Alex Pretti, foram mortos a tiro por agentes federais no mês passado, o que provocou indignação e protestos generalizados.
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