Depressão sazonal: Quais os sinais de alerta devido à mudança da hora?

Já está a sofrer por antecipação com a chegada dos dias mais curtos? A luz natural começa a desaparecer mais cedo a partir deste fim de semana e, inevitavelmente, vamos passar mais tempo em casa. Psicologicamente, este fenómeno pode ser destrutivo para algumas pessoas

 

A psicóloga clínica especializada em Ansiedade, Depressão, Autoestima, Luto, Burnout e PHDA, Cátia Silva, partilha que, nesta altura do ano, escuta muitas vezes frases como: “tenho-me sentido mais em baixo”, “não tenho energia” ou “parece que tudo custa o dobro”. E estas “queixas” não devem ser desvalorizadas, já que podem ter origem na depressão sazonal.

A especialista explica que a depressão sazonal (ou Transtorno Afectivo Sazonal) é um subtipo de depressão que surge de forma cíclica, associada às mudanças de estação. O tipo mais conhecido é o de início do outono/inverno, relacionado com a diminuição da exposição à luz solar.

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O que pode afetar?

  • O ritmo biológico (sono, energia, disposição);
  • A serotonina, neurotransmissor essencial para o humor;
  • A melatonina, hormona que regula o sono e que, em excesso, aumenta a sensação de letargia.

Quem pode ser mais afetado?

  • Pessoas com histórico de depressão ou ansiedade;
  • Mulheres, têm maior prevalência;
  • Quem vive em zonas com grandes variações de horas de luz ao longo do ano;
  • Pessoas com dificuldade em adaptar-se a mudanças de rotina.

Quais são os sinais de alerta?

  • Humor deprimido quase todos os dias;
  • Perda de interesse em atividades que antes davam prazer;
  • Alterações de sono (dormir demasiado ou insónia);
  • Alterações de apetite (normalmente aumenta no inverno);
  • Fadiga ou, pelo contrário, agitação;
  • Dificuldades de concentração;
  • Isolamento social;
  • Sentimentos de desesperança.

Que estratégias pode adotar para reduzir o impacto da mudança de estação?

  • Procurar luz natural sempre que possível;
  • Praticar atividade física regular;
  • Manter uma rotina de sono consistente;
  • Apostar numa alimentação equilibrada;
  • Não ceder ao isolamento, manter contacto social é essencial;
  • Recorrer a psicoterapia para compreender e gerir os sintomas.

Cátia Silva refere que, se estes sintomas persistirem por mais de duas semanas e afetarem o seu funcionamento diário, é importante procurar ajuda.

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Se estiver a sofrer com alguma doença mental, tiver pensamentos autodestrutivos ou simplesmente necessitar de falar com alguém, deverá consultar um psiquiatra, psicólogo ou clínico geral. Poderá ainda contactar uma destas entidades (todos estes contactos garantem anonimato tanto a quem liga como a quem atende):

Atendimento psicossocial da Câmara Municipal de Lisboa
800 916 800 (24h/dia)

SOS Voz Amiga – Linha de apoio emocional e prevenção ao suicídio
800 100 441 (entre as 15h30 e 00h30, número gratuito)
213 544 545912 802 669963 524 660 (entre as 16h e as 00h00)

Conversa Amiga (entre as 15h e as 22h)
808 237 327 (entre as 15h e as 22h, número gratuito) | 210 027 159

SOS Estudante – Linha de apoio emocional e prevenção ao suicídio
239 484 020915246060969554545 (entre as 20h e a 1h)

Telefone da Esperança
222 080 707 (entre as 20h e as 23h)

Telefone da Amizade
228 323 535 | 222 080 707 (entre as 16h e as 23h)

Aconselhamento Psicológico do SNS 24 – No SNS24, o contacto é assumido por profissionais de saúde
808 24 24 24 selecionar depois opção 4 (24h/dia)

Linha Nacional de Prevenção do Suicídio e Apoio Psicológico (24h/dia)
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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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