Vários voluntários estavam em lágrimas depois dos ataques, constatou um jornalista da agência France-Presse (AFP) no local,
Alguns consolavam-se, limpando os destroços, enquanto outro transportava animais mortos num carrinho de mão.
“É terrível. Os cães estavam crivados de estilhaços, pedaços dos seus corpos estão presos à vedação. Eu (…) nem tenho palavras”, frisou a voluntária Alina Fober, de 18 anos.
“Peço desculpa por estes cães. Eu conhecia-os, ajudava-os. Eram cães muito bons”, acrescentou, ainda em choque.
O ataque ocorreu por volta das 09:00 ((07:00 em Lisboa), adiantou à AFP Iryna Didour, de 41 anos, gerente do abrigo.
“Ouvimos um zumbido terrível, depois uma explosão”, contou.
No local do ataque, deparou-se com uma cena de carnificina: “Todos os cães que estavam ali naquele momento, aqui mesmo, estavam mortos.”
Na sua página de Facebook, especificou que cinco jaulas com animais foram completamente destruídas e outras 25 foram danificadas. Um edifício também foi danificado.
“Treze animais foram mortos e sete estão a ser submetidos a cirurgia”, referiu ainda. À AFP referiu que pelo menos sete cães morreram.
Segundo a mesma, um funcionário também ficou ferido e foi submetido a uma cirurgia.
O abrigo fica na cidade de Zaporijia, a cerca de 30 quilómetros a norte da linha da frente.
A invasão russa em grande escala da Ucrânia, iniciada há quase quatro anos, é o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Está também a provocar a destruição generalizada da flora e da fauna do país.
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