E-redes diz ter diversos canais de reporte de avarias após críticas

“A E-REDES dispõe de diversos canais para que os clientes reportem as avarias elétricas, seja através do Call Center ou de canais digitais, nomeadamente Balcão Digital e WhatsApp”, pode ler-se numa resposta enviada hoje à Lusa, na sequência de um comunicado da Associação Nacional de Freguesias (Anafre).

 

Hoje, a Anafre denunciou que “a E-Redes está a encaminhar para as juntas de freguesia reclamações relacionadas com falhas no fornecimento de eletricidade, apesar de estas não terem qualquer competência ou responsabilidade nessa matéria”.

“Tem sido transmitido aos cidadãos que se dirijam às juntas de freguesia quando se encontram sem energia, mas, por sua vez, estas não conseguem obter resposta célere da empresa. Esta postura é lamentável e exige um esclarecimento público”, instou a direção da Anafre no comunicado.

A Anafre “recolheu diversos relatos de falhas no abastecimento e na manutenção de geradores sob responsabilidade da E-Redes, bem como situações em que os autarcas foram impedidos de intervir para assegurar a continuidade do funcionamento desses equipamentos sem a presença de operacionais mandatados pela empresa”, refere.

“Havia geradores que paravam e ninguém podia atuar até à chegada da E-Redes”, refere também a direção da Anafre.

Já sobre os geradores, a E-Redes clarificou á Lusa que “a utilização destes equipamentos deve cumprir regras de segurança obrigatórias, previstas nos procedimentos técnicos e na legislação em vigor, de forma a proteger pessoas, bens e a rede pública de distribuição de eletricidade”.

“Nesse sentido é obrigatório garantir que a instalação se encontra totalmente desligada da rede pública, mantendo-se nessa condição durante todo o período de utilização do gerador. Esta medida é essencial para evitar acidentes graves e danos na rede elétrica”, refere a empresa de eletricidade.

A E-Redes informa ainda que “a desligação deve ser efetuada através de dispositivos adequados e devidamente identificados, sendo da responsabilidade dos proprietários, gestores ou técnicos das instalações assegurar a sua correta utilização”.

“O cumprimento destas regras é fundamental para a segurança de todos, especialmente em situações excecionais como as atualmente vividas”, aponta.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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