O socialista Sérgio Sousa Pinto defende que a decisão de retirar conteúdos de Educação Sexual da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento não foi uma decisão técnica, mas sim política, além de uma “tentativa de apaziguar os setores da Direita mais rupestre”.
Em declarações à CNN Portugal, na noite de quarta-feira, o ex-deputado confessou ter ficado “estarrecido” com a notícia, mas considera que o ministro da Educação acabou por vir esclarecer a polémica.
“Fiquei estarrecido com esta triste notícia de que a Educação Sexual seria desvalorizada. Depois, ouvimos hoje as declarações do ministro, que de certa forma compuseram um pouco a situação. Vamos ver em que termos, quando aparecerem os programas, é que estes conteúdos vão ser transmitidos”, declarou.
“Pareceu-me que o ministro Fernando Alexandre estava incomodado com esta alteração porque reconhece a importância de uma disciplina de Educação Sexual”, defendeu Sérgio Sousa Pinto.
Para o socialista, é importante “que estes conteúdos permaneçam”, mas também “evidente que houve uma intenção de desvalorizar e desqualificar estas matérias”.
“Julgo que esta decisão não foi uma decisão técnica. Foi uma decisão política”, asseverou, acrescentando ser também uma decisão “ideológica”, mas “fundamentalmente cínica porque é uma tentativa de apaziguar os setores da Direita mais rupestre e portanto o PSD pisca o olho àquela Direita que continua a achar que a educação para a sexualidade é uma intromissão na esfera familiar.”
Leia Também: Ministro garante que Educação Sexual não vai desaparecer dos currículos