O Moreirense selou o regresso às vitórias no campeonato português. Depois das derrotas frente ao FC Porto (1-2) e ao Nacional (2-3) nas últimas duas jornadas da I Liga, os cónegos sorriram este domingo e triunfaram na visita ao Arouca, por 0-2, em jogo da 10.ª jornada.
Numa partida que marcou o reencontro de Vasco Seabra com a equipa que orientou na temporada 2020/21, o Arouca sentiu muitas dificuldades em controlar o espaço na grande área e entre os defesas e os médios, ao passo que o surpreendente Moreirense, que é orientado por Vasco Botelho da Costa, foi muito eficaz nas ocasiões que teve.
A equipa da casa teve um início prometedor, mas foi o conjunto visitante que abriu o marcador na Serra da Freita em cima do minuto 12. Landerson, na estreia a titular pelos minhotos, cruzou rasteiro sobre a esquerda e Guilherme Schettine apareceu na cara do guarda-redes Nico Mantl para finalizar com grande classe. O brasileiro, que esteve lesionado no decorrer das última semanas, voltou ao onze dos cónegos com o nível de eficácia elevado.
O Arouca sentiu claramente o golo sofrido e perdeu muito do fulgor ofensivo que vinha a apresentar. Lee Hyunju rematou com perigo a rasar o poste da baliza de André Ferreira à passagem do minuto 30, mas foi o Moreirense a chegar ao segundo da partida.
Aos 36 minutos, após um grande trabalho na construção, Benny conduziu desde o meio-campo até à linha final, onde cruzou rasteiro e atrasado para o brasileiro Schettine fazer o segundo da contagem. O avançado soma agora sete remates certeiros e igualou Luis Suárez, Pedro Gonçalves e Pablo Filipe. Já só tem Vangelis Pavlidis à frente na lista de melhores marcadores do campeonato.
Guilherme Schettine podia mesmo ter apanhado o avançado do Benfica no fecho da etapa inicial. Em cima do apito para o intervalo, o árbitro Pedro Ramalho apontou para a marca dos 11 metros por suposta falta de Trezza sobre Alanzinho. No entanto, e depois de rever as imagens no monitor do VAR, o juiz do encontro considerou falta do avançado dos cónegos.
O Arouca procurou reagir à desvantagem no segundo tempo, contando com algumas chegadas perigosas na etapa complementar, mas a falta clarividência para criar jogadas de perigo no último terço acabou por sair caro aos arouquenses. Prova disso foi um lance em cima do minuto 85. Pablo Gozálbez tirou um cruzamento venenoso para a área contrária, mas a bola passou por toda a área e não sofreu nenhum desvio antes de sair pela linha de fundo.
Do outro lado, o Moreirense contou com um golo anulado. Vasco Sousa fez o terceiro do clube de Moreira de Cónegos, mas foi prontamente anulado por posição irregular. Logo de seguida, Luís Hemir apareceu em posição frontal e, com um grande tiro, obrigou Nico Mantl a uma defesa apertada.
Contas feitas, o Moreirense colocou-se na sexta posição da tabela classificativa com 18 pontos, regressando às vitórias fora de portas que não aconteciam desde a segunda ronda. Já o Arouca segue no 15.º lugar com nove pontos.
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