Estados Unidos instam Cuba a adotar “mudanças drásticas muito em breve”

“São um regime em declínio. O país está a desmoronar-se e acreditamos que é do seu interesse realizar mudanças muito drásticas muito em breve”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, numa conferência de imprensa.

 

Questionada pelos jornalistas sobre o que seria um resultado positivo em Cuba para lá de uma eventual mudança de regime, a porta-voz da Casa Branca referiu que os Estados Unidos querem ver “democracias florescentes e prósperas em todo o mundo”.

“Não estou a falar de nenhuma ação por parte dos Estados Unidos para chegar lá, mas é claro que é do interesse dos Estados Unidos que Cuba seja uma democracia verdadeiramente livre e próspera”, adiantou.

Antes, o meio de comunicação social norte-americanos Axios noticiou que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está a manter conversações secretas com o neto de Raul Castro.

O Axios três fontes não identificadas que confirmaram que as conversas entre Rubio e o neto de Raul Castro, Raul Guillermo Rodriguez Castro, definidas como como “discussões sobre o futuro” e não negociações, contornam os canais oficiais do Governo cubano.

Na segunda-feira, Trump considerou que Cuba era uma “nação falida” e exortou Havana a concluir um acordo com os Estados Unidos, rejeitando a ideia de uma operação para derrubar o regime.

Desde janeiro, os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba, invocando a ameaça que esta ilha, situada a apenas 150 quilómetros da costa do estado da Florida (sudeste), representa para a segurança nacional norte-americana.

Cuba enfrenta uma grave escassez de combustível devido às pressões de Trump, que ameaçou aplicar tarifas aos países que exportarem petróleo para Havana.

Já este mês, Trump afirmou que os EUA estavam em negociações com Cuba “ao mais alto nível”, mas o Governo norte-americano continua muito discreto, recusando-se a divulgar qualquer detalhe sobre o conteúdo dessas negociações e sobre quem envolvem.

A ilha está perante uma crise humanitária, uma vez que se registam faltas generalizadas de alimentos e a falta de energia elétrica está a afetar o funcionamento dos hospitais.

A Presidente mexicana, Cláudia Sheinbaum, afirmou existirem conversas em andamento para iniciar um processo de diálogo entre Washington e Havana.

“Há conversações para ver se é viável, mas depende dos dois governos, não apenas da vontade do Governo do México”, afirmou a Presidente numa conferência de imprensa em que reiterou que o México vai continuar a enviar ajuda à ilha.

Na semana passada, o México enviou dois navios da marinha com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária para a ilha e desde então outros Estados como a Colômbia e a Rússia anunciaram que também vão apoiar Cuba.

Sheinbaum, que expressou “esperar que mais países” se juntem à iniciativa humanitária, depois de Espanha também ter anunciado que vai enviar ajuda face ao “agravamento do embargo”, reiterou a posição de que “a autodeterminação dos povos é fundamental”.

“Os únicos que podem decidir o governo em Cuba são os cubanos. Os únicos que podem decidir o governo do México são os mexicanos. Não deve haver invasões. É uma decisão dos povos”, sublinhou.

Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana após suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura do líder Nicolás Maduro, no início de janeiro.

Por sua vez, Havana acusou Trump de “querer sufocar” a economia da ilha, onde os cortes diários de energia estão a aumentar e as filas nos postos de combustível estão cada vez maiores.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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